Caio Bonfim leva prata na China e bate recorde sul-americano

Brasileiro fez 1h23min na etapa Gold de Taicang e reforça a nova fase da marcha, que terá meia-maratona em Los Angeles 2028.

Caio Bonfim voltou a colocar o Brasil no pódio do circuito mundial de marcha atlética. Na noite de sábado (28), o brasiliense de 33 anos conquistou a medalha de prata na meia-maratona (21,097 km) da etapa Gold disputada em Taicang, na China, uma das principais potências da modalidade.

O brasileiro completou a prova em 1h23min00s e estabeleceu novo recorde brasileiro e sul-americano na distância. A marca ganha ainda mais peso porque a meia-maratona passará a integrar oficialmente o programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, substituindo os tradicionais 20 km.

Prata em Taicang confirma bom momento do brasileiro

O resultado na China consolida a sequência recente de Bonfim em provas de alto nível. Segundo o atleta, o pódio teve um significado especial por ter sido conquistado em um cenário tradicionalmente dominado por competidores chineses.

Em publicação nas redes sociais, ele comemorou a medalha e ressaltou a dificuldade do duelo: “É um brasileiro contra 30 chineses”, disse, ao agradecer também a quem acompanhou a campanha na Ásia.

Recordes e a mudança olímpica para 2028

A prova de 21,097 km marca uma transição importante na marcha atlética, abrindo uma “nova era” para a modalidade com a troca do percurso olímpico tradicional. Para Bonfim, o feito em Taicang chega em um momento de adaptação e afirmação do Brasil nessa nova distância.

Duas semanas antes, em 15 de fevereiro, ele já havia indicado que estava preparado para o desafio ao registrar 1h21min44s no Campeonato Japonês de Meia Maratona, em Kobe, resultado citado como recorde sul-americano naquele momento.

Agradecimentos e apoio na temporada

Bonfim também agradeceu à equipe técnica, patrocinadores e apoiadores institucionais, citando o Comitê Olímpico do Brasil, a seleção brasileira, a Puma, o CEL, a Caixa Econômica Federal e a Secretaria de Esporte de Brasília.

Com a etapa asiática encerrada, o atleta afirmou que retorna ao Brasil com a medalha e a marca histórica no currículo, reforçando a presença brasileira entre os melhores do mundo na marcha atlética.

Fonte: Agência Brasil