Fiocruz firma parceria internacional para impulsionar produção de vacinas

Acordo com Sanofi e Instituto Pasteur visa inovação, transferência de tecnologia e acesso global a imunizantes

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou um acordo estratégico com o Instituto Pasteur e a farmacêutica Sanofi para fortalecer a cooperação científica e técnica na produção de vacinas. A parceria foi formalizada durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à França, em 5 de junho, e prevê intercâmbio de cientistas, conhecimentos e recursos entre as três instituições.

A colaboração representa um avanço na inovação e no fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), com foco na ampliação do acesso a imunizantes de qualidade. A Fiocruz já atua com os parceiros em projetos como a transferência de tecnologia da vacina injetável contra poliomielite, atualmente em desenvolvimento junto à Sanofi.

Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, o acordo reafirma o papel da instituição na promoção da saúde pública. “Vacina é vida. Garantir a produção e o acesso a vacinas sempre foi uma das bases da nossa atuação. Esse compromisso se renova diante da parceria com estes grandes atores do cenário global”, declarou.

A assinatura do memorando contou com representantes de alto escalão das instituições envolvidas, entre eles Mauricio Zuma (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Stephen Alix (Sanofi), Isabelle Buckle e Yves Saint-Geours (Institut Pasteur).

Mauricio Zuma destacou o potencial da cooperação para gerar imunizantes acessíveis e inovadores. Já a presidente do Instituto Pasteur, Yasmine Belkaid, frisou que o acordo está alinhado ao plano estratégico Pasteur 2030, que visa converter descobertas científicas em soluções práticas para a saúde pública global.

Guillaume Pierart, diretor-geral de Vacinas da Sanofi no Brasil, reforçou que parcerias público-privadas como essa são essenciais para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). “Nosso compromisso é garantir o acesso equitativo a vacinas de alta qualidade, atuais e futuras”, afirmou.

A iniciativa também insere o Brasil de forma ainda mais ativa nas redes internacionais de pesquisa em saúde, como a Rede Pasteur, composta por 30 institutos dedicados a enfrentar os grandes desafios sanitários da atualidade.

Fonte: Agência Brasil