Durante o Maio Cinza, especialistas reforçam o papel da técnica na qualidade de vida de pacientes com câncer no cérebro
A campanha Maio Cinza chama atenção para os tumores cerebrais, que afetam milhares de brasileiros todos os anos. A radioterapia tem se destacado como uma das principais opções terapêuticas, especialmente em casos de metástases cerebrais, que atingem até 40% dos pacientes com câncer.
Segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), a técnica é eficaz tanto em tumores primários quanto nos casos em que o câncer se espalha de outros órgãos para o cérebro. De acordo com o radio-oncologista Gustavo Nader Marta, presidente da SBRT, a radioterapia ajuda a controlar a doença, aliviar sintomas neurológicos e melhorar a qualidade de vida, principalmente quando a cirurgia não é indicada.
Os tumores cerebrais apresentam sintomas que muitas vezes são confundidos com outras doenças neurológicas. Dor de cabeça persistente, convulsões, perda de força e alterações de comportamento são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Já o diagnóstico costuma envolver exames clínicos, neurológicos e de imagem, com a biópsia sendo fundamental para orientar o tratamento.
No caso das metástases cerebrais, o tratamento é individualizado. Quando as lesões são pequenas, a radiocirurgia estereotáxica – realizada em dose única e com alta precisão – é a melhor escolha. Já em tumores maiores, a cirurgia pode ser necessária, sendo seguida de radioterapia complementar.
Para pacientes com múltiplas metástases ou sem sintomas, o tratamento pode variar entre radioterapia de todo o cérebro, uso de medicamentos modernos ou acompanhamento clínico, sempre com avaliação de uma equipe multidisciplinar. “Cada caso é único e deve ser discutido por profissionais especializados para definir o melhor protocolo”, explica Gustavo Marta.
Fonte: Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) — sbradioterapia.com.br