Paraná troca balsas por pontes no Interior

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assina nesta quinta-feira (14) o convênio entre Estado e municípios para a construção de uma ponte sobre o Rio Chopim, ligando Verê e São Jorge d'Oeste

Novas obras em rios do Estado prometem reduzir desvios, encurtar viagens e melhorar o transporte de moradores, trabalhadores e da produção agrícola

A dependência de balsas começa a ficar para trás em diferentes regiões do Paraná. O Governo do Estado acelerou investimentos em novas pontes para substituir travessias antigas, reduzir longos desvios e garantir mais segurança no deslocamento entre municípios.

Segundo informações divulgadas pela Agência Estadual de Notícias em 23 de maio de 2026, duas novas pontes foram autorizadas nesta semana pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. As obras vão beneficiar moradores do Vale do Ivaí e de regiões que há décadas enfrentam limitações no transporte por balsa.

Novas pontes no Vale do Ivaí

Uma das estruturas vai ligar Godoy Moreira a Barbosa Ferraz, sobre o Rio Corumbataí. O investimento previsto é de R$ 29,9 milhões.

Atualmente, a população depende de uma balsa em operação há mais de duas décadas. Quando a travessia fica indisponível, o desvio pode chegar a aproximadamente 70 quilômetros.

A nova ponte terá cerca de 135 metros de extensão, em concreto. A expectativa é reduzir em até 75% o tempo de viagem entre os municípios.

Outra obra autorizada será construída entre Jardim Alegre e Grandes Rios, sobre o Rio Ivaí. O investimento previsto é de R$ 27,8 milhões.

Hoje, quem precisa se deslocar pela região enfrenta trajetos longos pela falta de uma ligação direta. No caso do percurso entre Ivaiporã e Grandes Rios, a viagem passa de 80 quilômetros. Com a ponte, a distância deve cair para cerca de um terço do trajeto atual, com deslocamento estimado em aproximadamente 20 minutos.

Obras substituem travessias antigas

As novas pontes fazem parte de um conjunto de investimentos do Estado para substituir balsas por ligações definitivas. Nos últimos dois anos, o Paraná firmou 46 convênios para construção de pontes em todas as regiões.

Além das novas obras, o governo estadual informou que mantém um sistema de gestão e monitoramento das estruturas existentes. Atualmente, o Paraná possui quase 900 pontes sob acompanhamento técnico permanente.

Até abril deste ano, as ações de recuperação e manutenção consumiram R$ 120 milhões. Ao todo, 188 pontes foram contempladas com serviços de conservação e melhorias.

Ponte no Rio Chopim também foi anunciada

No Sudoeste do Paraná, outra obra estratégica foi anunciada em 14 de maio. A futura ponte entre Verê e São Jorge D’Oeste vai substituir uma travessia por balsa utilizada há mais de 60 anos no Rio Chopim.

O investimento previsto é de R$ 45 milhões. Além da ponte, o projeto inclui acessos pavimentados com mais de 1,5 quilômetro de extensão.

Hoje, moradores e transportadores dependem da balsa ou precisam fazer grandes desvios por Francisco Beltrão e Dois Vizinhos. A nova ligação deve reduzir custos logísticos e tempo de deslocamento.

Demanda antiga no Noroeste

No Noroeste do Estado, a ponte entre Japurá e São Carlos do Ivaí também começou a sair do papel. A obra, sobre o Rio Ivaí, tem investimento previsto de R$ 71,6 milhões e atende a uma demanda regional de quase 40 anos.

Na medição de abril, os trabalhos chegaram a pouco mais de 19% de execução. As equipes atuam na fabricação de peças de concreto e no início da cravação das estacas de fundação.

Atualmente, em períodos de cheia, a travessia por balsa precisa ser interrompida por segurança. Nesses casos, motoristas enfrentam desvios de cerca de 50 quilômetros.

Litoral ganhou ligação histórica

A substituição de balsas por pontes também avançou no Litoral. A Ponte de Guaratuba foi entregue há menos de um mês e passou a ligar Guaratuba a Matinhos de forma fixa.

Com 1.240 metros de extensão e investimento superior a R$ 400 milhões, a estrutura substitui gradualmente a travessia por ferry boat, iniciada nos anos 1960. O deslocamento, antes dependente de filas e condições da baía, agora pode ser feito em cerca de dois minutos.

A ponte conta com quatro faixas de tráfego, ciclovia, espaço para pedestres e acessos com mais de três quilômetros de extensão.

Outro exemplo é a ponte que liga a Ilha dos Valadares ao continente, em Paranaguá. Entregue em setembro de 2024, a obra melhorou o acesso de mais de 30 mil moradores ao transporte urbano, escolas, serviços de saúde e ao Centro da cidade.

Mobilidade e desenvolvimento regional

As obras representam uma mudança importante para municípios que dependiam de balsas para atividades diárias. A construção das pontes deve facilitar o transporte de trabalhadores, estudantes, pacientes, turistas e da produção agrícola.

Com ligações permanentes, a expectativa é reduzir interrupções causadas pelo clima, encurtar rotas e fortalecer a integração entre cidades do Interior e do Litoral paranaense.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná.