Aporte é o maior do FIDC Agro Paraná e mira crédito mais barato, tecnologia no campo e expansão da integração no Estado
O Governo do Paraná e a MBRF anunciaram nesta terça-feira (24) um investimento de R$ 375 milhões para fortalecer a cadeia produtiva de aves e suínos no Estado. O aporte, considerado o maior até agora no FIDC Agro Paraná, pretende acelerar a produção de alimentos e ampliar a competitividade do agronegócio paranaense.
Do total, R$ 300 milhões serão aportados pela MBRF e R$ 75 milhões terão subsídio do Governo do Paraná. A proposta combina recursos públicos e privados para impulsionar projetos estruturantes e ampliar a base de produtores integrados.
Como o dinheiro será aplicado
A alocação prevê que 70% do montante seja direcionado à integração com foco nas cadeias de aves e suínos. A meta é fortalecer produtores parceiros e ampliar o uso de novas tecnologias no campo.
Os 30% restantes serão destinados a projetos estratégicos nas unidades produtivas da companhia. A expectativa é gerar ganhos de eficiência, produtividade e competitividade.
O que é o FIDC Agro Paraná
Criado pelo Governo do Estado e lançado na B3 em abril de 2025, o Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná) tem como objetivo alavancar até R$ 2 bilhões para financiar projetos no campo. O modelo busca apoiar cooperativas e integradoras, com foco em modernização tecnológica e fortalecimento da renda em regiões produtoras.
Segundo a Fomento Paraná, que estrutura o fundo, a proposta é ampliar o acesso a financiamento com juros menores, prazos mais longos e menos burocracia do que em linhas tradicionais.
Terceira operação no modelo e novos projetos no radar
A parceria com a MBRF é a terceira dentro desse formato. Antes, houve operações com C.Vale/Sicredi (junho de 2025) e com a Seara (dezembro de 2025), incluindo investimentos voltados à expansão de aviários e estruturas de produção.
Outras empresas e cooperativas seguem com processos em análise, de acordo com o Governo do Estado.
O que muda para produtores e para a cadeia
Na prática, o FIDC funciona como uma plataforma em que cooperativas e integradoras estruturam fundos vinculados para financiar itens como máquinas, irrigação, armazenagem e transporte, fortalecendo a modernização da agroindústria.
O modelo também distribui riscos entre cotistas e tende a ampliar o alcance do crédito rural na ponta, com efeitos ao longo de toda a cadeia produtiva.
Fonte: Governo do Paraná / Fomento Paraná