Receita Federal nega mais uma vez a taxação do Pix e alerta para golpes

Boatos nas redes sociais sobre imposto no Pix são falsos e podem esconder tentativas de golpe, diz órgão

A Receita Federal voltou a desmentir nesta quarta-feira (14) os boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta taxação ou monitoramento de transações via Pix. Em nota oficial, o órgão reforça que não há cobrança de impostos sobre transferências feitas por Pix, tampouco fiscalização para esse fim, o que é vedado pela Constituição Federal.

A nova onda de desinformação foi impulsionada por vídeos recentes do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que voltou a afirmar que o governo monitoraria transações pelo Pix. A Receita já havia rebatido essas alegações semanas antes, e agora emite novo alerta diante da persistência das fake news.

Segundo o Fisco, essas informações falsas visam provocar pânico na população, desacreditar um dos principais meios de pagamento do país e abrir caminho para a aplicação de golpes financeiros.

Não há imposto sobre Pix — nem monitoramento individual

As mensagens falsas fazem referência à Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto de 2025, como se ela autorizasse a Receita a rastrear transações individuais. O órgão esclarece que a norma apenas estendeu às fintechs e instituições de pagamento as mesmas regras de transparência que já valem para bancos desde 2015.

O objetivo, segundo a Receita, é combater crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Não há coleta de dados sobre valores, origem ou destino de transferências feitas por cidadãos comuns.

Golpes aproveitam boatos para enganar vítimas

A Receita também chama a atenção para o risco crescente de golpes ligados a esses boatos. Criminosos usam a falsa narrativa da “taxa do Pix” para enviar mensagens por WhatsApp, redes sociais e até ligações telefônicas, tentando obter dados pessoais, exigir pagamentos indevidos ou aplicar fraudes de “regularização”.

A recomendação oficial é simples: não compartilhe mensagens alarmistas sem checar a fonte. Informações oficiais estão disponíveis no site da Receita Federal e em veículos de imprensa confiáveis.

Mudanças no IR não têm ligação com Pix

No mesmo comunicado, a Receita reforçou que as mudanças no Imposto de Renda aprovadas para 2026 — como a isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês e os novos descontos para rendas de até R$ 7.350 — nada têm a ver com o Pix.

Essas alterações fazem parte da reforma tributária e não envolvem monitoramento de transações bancárias nem a criação de novas taxas.

Fique atento: como se proteger

  • Desconfie de mensagens com tom alarmista, especialmente as que falam em “urgência” ou ameaças;
  • Nunca forneça dados pessoais ou bancários por WhatsApp, telefone ou redes sociais;
  • Confirme informações nos canais oficiais da Receita Federal ou em portais de notícia confiáveis;
  • Não clique em links ou faça pagamentos solicitados por desconhecidos.

A desinformação digital é um terreno fértil para o crime. E, neste caso, pode atingir diretamente o bolso e a segurança de milhões de brasileiros.

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Fonte: Agência Brasil, Receita Federal (Nota oficial – 14/01/2026)