SP registra 14 casos de intoxicação por metanol e duas mortes confirmadas

Polícia investiga contaminação em bebidas adulteradas e prende 20 pessoas

O governo de São Paulo confirmou 14 casos de intoxicação por metanol, com duas mortes registradas até esta segunda-feira (6). Outros 178 casos suspeitos, incluindo sete óbitos, seguem em investigação em diversas regiões do estado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), as investigações apontam para contaminação de bebidas alcoólicas em garrafas reaproveitadas e possível uso de metanol para aumentar o volume de bebidas adulteradas. O produto é altamente tóxico e pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.

Prisões e investigações em andamento

Nesta semana, 20 pessoas foram presas, entre elas o principal fornecedor de insumos utilizados na falsificação de bebidas. No total, 41 pessoas já foram detidas em 2025 por envolvimento em adulteração de produtos alcoólicos.

O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que não há indícios de ligação dos suspeitos com o crime organizado.

“O que está bem claro é a necessidade de trabalhar com evidências. Nenhum dos presos faz parte de facções criminosas”, destacou Derrite.

Ações emergenciais de saúde

A Secretaria de Estado da Saúde informou que adquiriu 2,5 mil ampolas de álcool etílico absoluto, substância utilizada no tratamento de intoxicações por metanol. O material foi distribuído a 20 hospitais de referência para garantir o atendimento rápido e seguro dos pacientes.

O secretário de Saúde, Eleuses Paiva, reforçou a importância da ação imediata diante do risco de novos casos.

“Estamos preparados para oferecer suporte rápido aos hospitais e às vítimas. O metanol é extremamente perigoso e requer tratamento urgente”, afirmou.

Alerta à população

As autoridades reforçam que bebidas de origem duvidosa não devem ser consumidas, especialmente aquelas vendidas em garrafas reaproveitadas ou com rótulos irregulares. O governo orienta que qualquer suspeita de comercialização irregular seja denunciada à Polícia Civil ou à Vigilância Sanitária.

A população também pode consultar informações e atualizações sobre o caso no portal oficial do Governo de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil — Bruno Bocchini