Paraná reage à crise com os EUA e lança pacote de socorro às empresas

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, visitam a Ceasa Curitiba nesta sexta-feira (08).

Governo anuncia crédito emergencial, uso de ICMS e prazos flexíveis para conter impacto das tarifas americanas

Empresas paranaenses estão prestes a enfrentar uma nova turbulência: a partir de 1º de agosto, entra em vigor uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para evitar um colapso no setor exportador, o Governo do Paraná lançou um pacote emergencial de medidas econômicas que visa proteger indústrias locais e preservar empregos.

A resposta do governo estadual inclui três principais frentes: ampliação de crédito via BRDE e Fomento Paraná; flexibilização de prazos para investimentos vinculados ao programa Paraná Competitivo; e autorização para uso de créditos de ICMS homologados no Siscred, tanto para monetização quanto como garantia para novos financiamentos.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a ação é estratégica: “Estamos nos antecipando para evitar que as empresas percam fôlego. O momento exige firmeza e diálogo com o setor produtivo”.

A medida foi discutida ao longo da semana com representantes da Secretaria da Fazenda, Receita Estadual e lideranças empresariais. A estimativa inicial é de que mais de R$ 400 milhões em recursos estejam disponíveis para socorrer empresas impactadas, especialmente as que vendem para o mercado norte-americano. Há também possibilidade de aporte extra no Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), com foco em setores mais fragilizados.

Exportações ameaçadas

O Paraná exporta cerca de US$ 1,5 bilhão por ano para os EUA. Em 2025, já foram comercializados US$ 735 milhões até junho. Madeira e derivados lideram a pauta de exportação, mas mais de 90 grupos de produtos têm presença no mercado americano — de móveis a produtos farmacêuticos.

Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o foco está em manter a engrenagem econômica girando: “Nosso papel é apoiar as empresas neste momento, mantendo cadeias produtivas ativas e empregos preservados”.

Próximos passos

O governo não descarta novas medidas nas próximas semanas, dependendo da evolução da crise e da adesão das empresas ao pacote anunciado. “Seguiremos atentos. Esta é uma resposta inicial, mas estamos prontos para ajustar e ampliar conforme a realidade se impuser”, afirmou Ortigara.

A situação ainda é de incerteza, mas o Paraná se posiciona como um dos primeiros estados brasileiros a reagir de forma concreta à crise comercial com os EUA.

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Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)