Projeto vai integrar sistemas e melhorar diagnósticos nas regiões de Maringá e Londrina
Um novo passo rumo à modernização da saúde pública está sendo dado no Paraná. Com investimento de R$ 2,7 milhões, foi lançado o NAPI Interoperabilidade a Serviço da Saúde, iniciativa que vai impulsionar inovações tecnológicas nas regiões de Maringá e Londrina, com foco na integração de sistemas e fortalecimento da rede colaborativa entre universidades, profissionais de saúde e instituições.
A ação é liderada pela Fundação Araucária, ligada ao Governo do Estado, e tem como meta desenvolver soluções que permitam a interoperabilidade de dados — ou seja, que diferentes sistemas de saúde “conversem” entre si. Isso pode representar uma revolução silenciosa no atendimento ao cidadão: com acesso a informações mais completas e atualizadas, médicos poderão realizar diagnósticos mais precisos e propor tratamentos mais eficazes.
Segundo Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, o projeto nasce de demandas locais, mas pretende ganhar escala estadual. “É um modelo que começa em Maringá e Londrina, mas será expandido para todo o Paraná. Queremos integrar os sistemas e melhorar a oferta dos serviços de saúde por meio da tecnologia”, afirmou.
A interoperabilidade também deve reduzir custos, evitando a duplicidade de exames e otimizando recursos. Para a professora da UEM, Marcia Sammed, uma das articuladoras do projeto, o NAPI caminha em direção ao conceito de “Saúde 5.0”, com forte uso de dados, inteligência artificial e redes colaborativas. “A meta é facilitar a comunicação entre instituições e qualificar o atendimento ao paciente”, destacou.
O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, reforçou a importância do projeto. “Imagina a riqueza de informações que poderemos gerar com esses dados integrados. Isso é fundamental para a aplicação de inteligência artificial e para diagnósticos mais inteligentes”, disse.
O evento de lançamento contou com representantes de diversas entidades, como UEM, UEL, Prefeitura de Maringá, ACIM, Sebrae, Unimed e Sociedade Médica da cidade. A expectativa é que o modelo desenvolvido sirva de base para projetos semelhantes em outras regiões do Brasil.
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Fonte: Fundação Araucária, Governo do Estado do Paraná.