Evento na Assembleia Legislativa reúne parlamentares e especialistas para debater metas da educação brasileira até 2034
O Paraná foi palco do primeiro seminário nacional sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que propõe metas e estratégias para a educação brasileira nos próximos dez anos. Realizado na manhã desta segunda-feira (26), no Plenário da Assembleia Legislativa, o evento reuniu deputados federais e estaduais, professores e especialistas para apresentar sugestões ao Projeto de Lei 2614/2024, encaminhado pelo presidente Lula (PT).
A proposta, que substituirá o atual PNE 2014-2024, estabelece 58 metas e 253 estratégias com foco em temas como alfabetização, valorização docente, inclusão educacional e financiamento público. O seminário no Paraná marca o início de uma série de debates que ocorrerão em todas as 27 capitais do país.
Plano Nacional de Educação: desafios e prioridades
Durante o evento, os parlamentares destacaram os principais desafios enfrentados pela educação brasileira. O deputado Pedro Uczai (PT/SC), vice-presidente da Comissão Especial do PNE, destacou mudanças como a redução no tempo de alfabetização, a inclusão da educação de idosos e a ampliação do ensino integral.
Zeca Dirceu (PT), vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara, relembrou a queda nos investimentos educacionais desde 2016, o que, segundo ele, comprometeu o cumprimento das metas anteriores. Já o deputado estadual Professor Lemos (PT) reforçou que as propostas atuais foram construídas com base nas conferências educacionais realizadas em todo o país.
Críticas e propostas para o novo PNE
Houve críticas ao Novo Ensino Médio e à exclusão de disciplinas como Artes, Filosofia e Sociologia. Os deputados Goura (PT) e Tadeu Veneri (PT) alertaram para os retrocessos no currículo. Por outro lado, parlamentares como Diego Garcia (Republicanos) defenderam que o novo PNE se baseie em evidências científicas, afastando-se de “ideologias”.
Representantes de entidades civis também apresentaram propostas. Walkiria Mazeto, da APP-Sindicato, entregou um documento com sugestões assinadas por 20 organizações, pedindo a reestruturação de órgãos de controle como o Fórum Nacional de Educação. Amanda Bueno, do CEDIN, destacou a falta de apoio para docentes que atendem alunos neurodivergentes, enquanto Belmiro Beloni criticou os baixos índices de mestres e doutores no país.
Próximos passos na tramitação do projeto
O deputado Moses Rodrigues (UNIÃO/CE) deverá apresentar o relatório do PNE até julho, após o encerramento da série de seminários nacionais. O texto será votado ainda neste ano, após análise dos 513 deputados federais.
O presidente da Comissão de Educação da Alep, deputado Hussein Bakri (PSD), reconheceu o esforço da comissão federal, mas apontou os desafios que o projeto enfrentará no Congresso. “Com o Congresso que temos hoje, será um trabalho árduo aprovar um PNE à altura das necessidades do Brasil”, afirmou.
Convite à participação
O debate sobre o futuro da educação está em aberto. Entidades, especialistas e a sociedade civil podem acompanhar e contribuir com as propostas ao longo das discussões nas demais capitais.
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Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná, 26/05/2025.