Brasil pode liderar na cibersegurança? Especialista aponta caminhos

Com estratégia reativa e falta de investimento técnico, país precisa agir para não perder espaço na corrida global pela segurança digital

A transformação digital está acelerando em todo o mundo, impulsionando inovação, conectividade e novos modelos de negócios — mas também aumentando os riscos virtuais. Nesse cenário, a cibersegurança se tornou um dos pilares fundamentais para governos e empresas. Enquanto potências como Índia, Singapura e Israel consolidam posições de liderança no setor, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo global.

Segundo Caio Telles, CEO da BugHunt, primeira plataforma de Bug Bounty do Brasil, o país precisa adotar uma postura mais proativa. “É essencial ampliar o número de profissionais qualificados, reduzir a burocracia para contratação de soluções e fomentar o ecossistema de startups em segurança digital”, afirma.

Modelos de sucesso no cenário internacional

A Índia investiu fortemente na formação de mão de obra qualificada, transformando-se em polo exportador de serviços de cibersegurança. Já Singapura priorizou parcerias público-privadas e infraestrutura segura, e Israel se destaca pela inovação e forte integração entre governo, startups e universidades.

Esses países demonstram que visão estratégica, investimentos contínuos e cooperação entre setores são elementos-chave. O mercado indiano, por exemplo, pode dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, alcançando mais de USD 10 bilhões até 2029.

Desafios e oportunidades no Brasil

No Brasil, o cenário ainda é marcado por ações reativas. Muitas empresas só priorizam a segurança da informação após sofrerem incidentes. Além disso, há escassez de profissionais capacitados e uma cultura organizacional que não incorpora a segurança digital desde o início dos projetos.

Apesar disso, há sinais positivos. Um levantamento da NordVPN revelou que os brasileiros ocupam o 6º lugar no mundo em conhecimento sobre cibersegurança e privacidade, indicando um crescimento da consciência digital no país.

O que o Brasil precisa fazer?

Para Caio Telles, a principal lição que o Brasil pode extrair de outros países é a importância da antecipação. Isso envolve preparar equipes, simular cenários de crise, investir em detecção precoce de ameaças e fomentar a cultura da segurança desde a base.

“Empresas que buscam excelência devem incentivar a formação contínua, adotar padrões internacionais e integrar-se a iniciativas como Bug Bounty. A colaboração entre governo, setor privado e academia também precisa ser fortalecida”, reforça o CEO da BugHunt.

Sobre a BugHunt

Fundada em 2020 pelos irmãos Caio e Bruno Telles, a BugHunt é pioneira em programas de recompensa por identificação de falhas no Brasil. Com mais de 20 mil especialistas cadastrados, a empresa atende grandes nomes como OLX, WebMotors, Warren Investimentos e Tim do Brasil, promovendo uma abordagem preventiva à segurança da informação.

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Fonte: BugHunt