Homem de 60 anos tenta fugir da polícia, mas é flagrado com arsenal em Jussara.
Era noite cerrada em Jussara.
Pouco depois das 23h20, a escuridão só era rompida pelas luzes intermitentes da viatura policial, posicionada em ponto base nas proximidades do trevo da PR-323. O clima era de atenção… e foi ali, no prolongamento da Avenida Doutor Gastão Vidigal, que algo chamou a atenção dos policiais.
Um veículo Saveiro saiu de um corredor estreito. Mas o que viria em seguida… levantou a suspeita. Ao avistar a viatura, o motorista deu marcha à ré — rápida, repentina — e apagou os faróis. Tentou desaparecer…
Mas o que ele não sabia… era que já havia sido notado.
A equipe policial desceu da viatura. Avançou a pé. Cautelosa. Atenta. E cerca de 100 metros adiante, atrás de um barracão… o veículo foi localizado. E dentro dele, um homem. Sessenta anos. Olhar desconfiado. Silêncio absoluto.
Revistado, não trazia nada ilegal consigo. Mas… por que fugir? Por que se esconder? Nenhuma resposta. Só o silêncio.
Foi quando os policiais decidiram vasculhar o local. Atrás do barracão, camuflada pela escuridão, uma bolsa. Dentro dela… uma espingarda calibre 32. Pronta para um tiro. Ao lado, seis munições intactas.
A verdade começava a emergir.
Questionado, o homem confirmou: havia mais armas em sua casa.
Com a autorização, a equipe seguiu até a residência.
E lá, embaixo de uma cama, próximo à cozinha, a cena era de um pequeno arsenal escondido. Um saco branco, camuflado pelo cotidiano, guardava outra espingarda calibre 32, um revólver do mesmo calibre, um cano de arma calibre 22, equipado com luneta e silenciador. Ao lado, sete munições de calibre 32… e vinte e sete de calibre 22. Um verdadeiro depósito de armamento clandestino.
Diante dos fatos, o homem foi preso. Recebeu voz de prisão ali mesmo.
Foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento de Jussara para a confecção do laudo de lesão corporal, como manda o protocolo… e em seguida, apresentado à 21ª Subdivisão de Polícia Civil, com todo o material apreendido.
O silêncio daquela noite foi rompido por algo mais forte:
a verdade.
Fonte: Boletim da Imprensa Policial.