Hortas comunitárias de Maringá seguem abertas no frio

Mesmo com a queda nas temperaturas, as 43 hortas comunitárias mantêm atendimento de segunda a sexta-feira e vendem verduras frescas com preços entre R$ 1 e R$ 3.

As hortas comunitárias de Maringá seguem funcionando normalmente, mesmo com as baixas temperaturas registradas na cidade. Ao todo, 43 unidades continuam atendendo a população de segunda a sexta-feira, com apoio da Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar.

O atendimento ocorre das 7h40 às 11h40 e das 13h30 às 17h30. Os produtos cultivados nas hortas são vendidos diretamente à população, com preços que variam de R$ 1 a R$ 3, oferecendo uma alternativa acessível para quem busca verduras frescas e alimentação saudável.

Proteção contra o frio ajuda a manter a produção

Segundo o secretário de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar, Rogério Bernardo, as hortas contam com telas agrícolas para reduzir os impactos do frio intenso. A estrutura funciona como uma barreira de proteção e ajuda a preservar o desenvolvimento das hortaliças.

“As telas funcionam como uma barreira de proteção contra o frio mais severo e ajudam a manter a estabilidade das plantas, garantindo a continuidade da produção mesmo em períodos de temperaturas mais baixas”, afirmou o secretário.

De acordo com Bernardo, a medida contribui para manter as hortas abastecidas durante todo o ano, além de fortalecer a renda das famílias envolvidas no projeto.

Hortaliças resistentes ao frio são distribuídas

Outra estratégia adotada pela Prefeitura é o fornecimento de mudas e sementes adaptadas às temperaturas mais baixas. Entre as opções distribuídas estão alface crespa, americana, lisa, mimosa verde e roxa, rúcula, couve, salsinha, cebolinha, chicória, coentro e almeirão.

O gerente das Hortas Comunitárias da Setrab, José Albuquerque, explica que o clima mais ameno pode favorecer o cultivo de hortaliças folhosas. Segundo ele, com os cuidados adequados, a produção mantém qualidade mesmo no inverno.

“O clima mais ameno contribui diretamente para a manutenção da produtividade nas hortas comunitárias, principalmente no cultivo de hortaliças folhosas, que possuem maior adaptação a temperaturas moderadas”, destacou Albuquerque.

Famílias cadastradas no Cras participam do projeto

As hortas comunitárias priorizam famílias cadastradas no Centro de Referência de Assistência Social, o Cras. Atualmente, a horta comunitária Cidade Alta é organizada por 16 famílias.

Entre os participantes está Ademar Ohara, que relata mudanças no plantio durante o inverno. Segundo ele, nesta época do ano, é comum ver mais cultivos de couve, alho-poró e alface nas hortas.

Apoio técnico fortalece as hortas comunitárias

Além do suporte do município, as hortas recebem atendimento de técnicos ligados ao Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana, da Universidade Estadual de Maringá, o CerAUP/UEM.

A parceria oferece orientação às famílias por meio de cursos sobre técnicas de cultivo, cronogramas de cuidados, encontros de produtores e auxílio técnico. O objetivo é garantir que a produção continue ativa mesmo em regiões dos bairros onde as temperaturas costumam ser mais baixas.

Atendimento segue durante a semana

As 43 hortas comunitárias de Maringá seguem abertas de segunda a sexta-feira, das 7h40 às 11h40 e das 13h30 às 17h30. A população pode comprar hortaliças frescas diretamente nas unidades, com valores populares.

A iniciativa une produção de alimentos, apoio à renda familiar e incentivo à agricultura urbana em Maringá.

Fonte: Prefeitura de Maringá