Ibovespa encerrou aos 175.739 pontos, enquanto petróleo Brent avançou quase 10% diante dos temores de interrupção no Estreito de Ormuz.
A nova escalada das tensões no Oriente Médio atingiu os mercados financeiros nesta segunda-feira, 13 de julho. A Bolsa brasileira caiu 1,2%, o dólar subiu para R$ 5,13 e o petróleo disparou quase 10%, segundo reportagem da Agência Brasil.
O movimento ocorreu em meio ao receio de interrupções no abastecimento mundial de petróleo após novos desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta, voltou ao centro das preocupações dos investidores.
Ibovespa cai para 175.739 pontos
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão aos 175.739 pontos, com queda de 1,2%. O indicador chegou a operar próximo da estabilidade no início do dia, mas passou a registrar perdas com o aumento da aversão ao risco no mercado internacional.
As ações de bancos, mineradoras e empresas ligadas ao consumo exerceram pressão negativa sobre o índice. A queda desses setores superou os ganhos registrados pelas companhias petrolíferas.
Petrobras reduz perdas da Bolsa
A forte valorização do petróleo impulsionou as ações da Petrobras, que ficaram entre as mais negociadas do pregão. Os papéis ordinários da estatal, que dão direito a voto em assembleias, avançaram 3,44%.
As ações preferenciais, que possuem prioridade na distribuição de dividendos, subiram 2,55%. Outros papéis do setor de petróleo também apresentaram valorização, mas não conseguiram impedir a queda do Ibovespa.
Dólar fecha cotado a R$ 5,131
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,131, com alta de R$ 0,023, equivalente a 0,46%. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 5,142.
De acordo com a Agência Brasil, a cotação ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento de medidas contra o Irã. A reportagem também menciona a intenção de ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz e aplicar uma taxação de 20% sobre as cargas que atravessarem o local.
No Brasil, os investidores acompanharam ainda o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central. O levantamento manteve em R$ 5,20 a projeção para o dólar no fim de 2026 e preservou a estimativa de que a taxa Selic termine o ano em 14% ao ano.
Petróleo Brent dispara quase 10%
O petróleo apresentou uma das maiores altas do mercado internacional nesta segunda-feira. O barril do tipo Brent, referência mundial, avançou 9,59% e fechou cotado a US$ 83,30.
Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 9,42%, encerrando o dia a US$ 78,14 por barril. A disparada foi provocada pelo temor de restrições na oferta global.
O Estreito de Ormuz é considerado um corredor estratégico para o mercado de energia. Segundo a reportagem, aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo passa pela região.
Mercado teme inflação e juros elevados
A alta do petróleo também aumentou as preocupações com a inflação global. Combustíveis mais caros podem elevar custos de transporte, produção e distribuição, pressionando os preços de diferentes produtos.
Esse cenário pode levar bancos centrais a manter os juros elevados por mais tempo. A possibilidade reduz o interesse por ativos de maior risco e fortalece moedas consideradas mais seguras, como o dólar.
A Agência Brasil informou ainda que o governo iraniano prometeu reagir às medidas anunciadas pelos Estados Unidos. Também foram relatados novos ataques envolvendo forças do Iêmen e da Arábia Saudita, além de explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas.
O agravamento da crise pode manter a volatilidade nos mercados internacionais nas próximas semanas. Investidores devem continuar acompanhando os desdobramentos no Estreito de Ormuz e seus possíveis efeitos sobre o preço do petróleo, o dólar e as bolsas de valores.
Fonte: Agência Brasil.