SP descarta segundo caso suspeito de ebola na capital

Paciente segue internada no Instituto Emílio Ribas, mas exames do Instituto Adolfo Lutz deram negativo e afastaram a suspeita da doença

O governo de São Paulo descartou, nesta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de ebola investigado na capital paulista. A paciente, uma brasileira de 31 anos, permanece internada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, mas apresenta boa evolução clínica.

Segundo informações da Agência Brasil, a mulher havia viajado recentemente para a República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença. Ela foi internada na quarta-feira (10) e passou por exames no Instituto Adolfo Lutz, referência em análises laboratoriais.

Exames descartaram suspeita de ebola

A paciente está em tratamento para gastroenterocolite aguda. De acordo com o governo paulista, duas amostras foram analisadas e ambas tiveram resultado negativo para ebola.

Em nota à imprensa, Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, explicou que uma amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para descartar a infecção.

“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, afirmou.

Primeiro caso suspeito também foi descartado

Este foi o segundo caso suspeito de ebola descartado em São Paulo em junho. O primeiro envolvia um homem de 37 anos, que também havia viajado recentemente para a República Democrática do Congo. A suspeita foi afastada no dia 1º de junho.

Durante a investigação dos dois casos, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” iniciou o monitoramento após os pacientes apresentarem critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com a classificação de caso suspeito. O Ministério da Saúde também foi notificado.

Investigação rápida faz parte do protocolo

Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, destacou que a investigação rápida é essencial mesmo quando o risco de introdução da doença é considerado muito baixo.

“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, disse.

Surto na República Democrática do Congo

A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola. Conforme informações citadas pela Agência Brasil com base na Reuters, o país já registra mais de 689 casos confirmados e 139 mortes.

Ainda segundo a Reuters, 17 novos casos foram notificados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri, onde os primeiros registros da doença foram identificados.

Fonte: Agência Brasil.