Deputada assume Secretaria de Relações Institucionais; posse será em 10 de março
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou a deputada federal e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, para comandar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A pasta é responsável pela articulação política do governo com o Congresso Nacional. A posse está marcada para o dia 10 de março.
A nomeação foi confirmada após reunião entre Lula e Gleisi na sexta-feira (28). Ela substituirá Alexandre Padilha, que assumirá o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade. O presidente desejou “bom trabalho” à nova ministra em publicação nas redes sociais.
Em resposta, Gleisi Hoffmann agradeceu a confiança do presidente e destacou sua disposição para o diálogo: “Sempre entendi que o exercício da política é o caminho para avançarmos no desenvolvimento do país e melhorar a vida do nosso povo”, escreveu.
Repercussão no Congresso
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou ter sido comunicado por Lula sobre a mudança e desejou sucesso à nova ministra. “Reafirmo nosso compromisso em trabalhar sempre em defesa do Brasil”, declarou.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também comentou a nomeação. “Sempre tive boa relação com Gleisi no parlamento. Desejo pleno êxito na nova função e continuaremos o diálogo permanente a favor do Brasil”, afirmou.
Trajetória de Gleisi Hoffmann
Nascida em Curitiba (PR), Gleisi Hoffmann é formada em direito e tem especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Filiada ao PT desde 1989, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e ocupou cargos de gestão em Mato Grosso do Sul e Londrina (PR).
Em 2002, durante o primeiro governo Lula, assumiu a Diretoria Financeira de Itaipu Binacional. Em 2011, foi chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Em 2017, tornou-se presidenta nacional do PT, sendo reeleita deputada federal pelo Paraná em 2018 e 2022.
A nomeação fortalece a interlocução do governo com o Congresso, em um momento de desafios para a base aliada no Legislativo.
Fonte: Agência Brasil