UM BOM BANHO NÃO FAZ MAL PARA NINGUÉM

A Idade Média foi um período muito curioso na história da humanidade, não faltava água nos rios e poços, mas a água era pouco utilizada nos banhos. Principalmente, quando o casal se preparava para casar. Na maioria dos casamentos o primeiro banho do ano era tomado no início do verão, no mês de maio, assim, o cheiro estaria mais tolerável, para a festa. Porém, não desaparecia e por isto mesmo, no ato do casamento, as noivas usavam buquês de flores perfumadas, bem próximos do próprio corpo, lógico, para disfarçar o cheiro. Por isto mesmo o mês de maio é considerado o “mês das noivas” e aí se explica a origem dos buquês.

A família preparava uma tina bem grande, onde era colocada uma grande quantidade de água quente e a primeira água limpa era utilizada pelo o pai de família, em seguida, por ordem, os homens da casa se banhavam na mesma água, depois as mulheres, na mesma ordem e por fim era a vez dos bebês que utilizavam a última água da tina. Aí, a água estava tão suja, que quase se perdia o bebê lá dentro. Daí vem a expressão “don’t throw the baby out with the bath water”, traduzindo: “não jogue o bebê fora com a água do banho”.

Se hoje a humanidade descobriu hábitos de higiene, nem por isto ela está livre de abalos, eis que o lixo espalhado em todos os cantos do mundo acabam sendo berço de mosquitos, cujas picadas acabam provocando endemias. E se não bastasse, a falta de cuidados com os contágios tornam o mundo um lugar muito perigoso para se viver. Se a peste da Idade Média não se espalhou por outros continentes foi justamente porque não havia meios de transportes como os modernos de hoje. Viver neste mundo controverso de hoje ficou difícil, diante do medo dos bandidos armados, diante das doenças contagiosas, diante dos descontentes perigosos que campeiam por aí, permitindo-se a violência, o preconceito, a falta de respeito com o semelhante, a falta da crença em Deus. E que Ele nos ampare sempre nestes tempos nebulosos e apreensivos.

Izaura Varella