Paraná acelera investimentos ambientais com R$ 639,5 milhões da indenização da Petrobras

Mais de 80 projetos já estão em execução; foco é recuperação ambiental e sustentabilidade em todo o Estado

O Governo do Paraná deu um salto na execução de projetos ambientais em 2025, com R$ 639,5 milhões já aplicados em iniciativas financiadas pela indenização da Petrobras. Os recursos fazem parte do Termo de Acordo Judicial (TAJ-Repar), referente ao desastre ambiental causado por vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no ano 2000.

Segundo relatório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), finalizado em dezembro, 82 projetos foram aprovados e estão em andamento em todas as regiões do Estado. O valor total da indenização depositada em juízo já passa de R$ 1,2 bilhão, com juros e correções.

Entre os projetos liderados pelo Instituto Água e Terra (IAT) estão a criação de 13 parques urbanos, 10 barracões de coleta seletiva, ações de restauração ambiental e o fortalecimento da fiscalização ecológica. Destaque também para o programa Monitora Paraná e para a reestruturação de viveiros florestais e laboratórios de sementes.

Uma das iniciativas mais sensíveis é a preservação do muriqui-do-sul, espécie ameaçada de extinção. O projeto está em fase de licitação e prevê medidas de manejo, monitoramento e fortalecimento de corredores ecológicos.

Impacto direto na sustentabilidade

Além da proteção da biodiversidade, os recursos são usados na criação de novas Unidades de Conservação (UCs), contenção de erosões, prevenção de cheias, centros de triagem de animais silvestres e modernização tecnológica da gestão ambiental. Também há parcerias com universidades e fundações em programas municipais de drenagem e revitalização urbana.

“São recursos com impacto direto na conservação do meio ambiente do Paraná, o Estado mais sustentável do Brasil”, afirmou Rafael Greca, secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável.

Origem da indenização

O valor decorre de uma ação civil pública ajuizada após o vazamento de aproximadamente 4 milhões de litros de petróleo, que atingiram 40 km do Rio Iguaçu e 140 hectares de solo. O acidente causou sérios danos à fauna, flora e águas subterrâneas da região.

O acordo firmado em 2021 prevê que 5% dos recursos sejam destinados a projetos de Araucária, município mais afetado, e outros 5% à bacia hidrográfica do Alto Iguaçu. O restante é dividido entre Unidades de Conservação estaduais e federais e projetos apoiados pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema).

Em 2022, a Justiça Federal suspendeu temporariamente os repasses, mas parte do valor, cerca de R$ 105 milhões, já havia sido utilizada em ações emergenciais, como a aquisição de caminhões para abastecimento de água e combate a incêndios.

Além da compensação financeira, a Petrobras assumiu o compromisso de remediar os danos causados e adotar medidas para evitar novos desastres ambientais.

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Fonte: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest)