Presidente destaca importância simbólica e social dos 90 anos da política salarial no Brasil
Durante cerimônia no Rio de Janeiro que marcou os 90 anos do salário mínimo no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta sexta-feira (16), que o valor atual — R$ 1.621 — ainda é insuficiente para garantir uma vida digna aos trabalhadores. Segundo ele, a celebração não se refere ao valor monetário em si, mas ao avanço civilizatório representado pela criação dessa política pública.
“O valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Não estamos aqui para fazer apologia ao valor, mas sim ao direito do trabalhador”, afirmou Lula, reforçando que o salário mínimo ideal deveria garantir moradia, alimentação, educação e mobilidade.
Reajuste entrou em vigor no dia 1º de janeiro
O novo valor de R$ 1.621 representa um aumento de R$ 103 em relação ao salário anterior, de R$ 1.518. O índice de reajuste foi de 6,79%, com base na combinação do INPC acumulado até novembro de 2025 (4,18%) e o crescimento do PIB de 2024, revisado para 3,4% pelo IBGE.
Apesar disso, o ganho real ficou limitado por regras do novo arcabouço fiscal, que impõe teto de 2,5% para aumentos acima da inflação. Pela fórmula de cálculo, o valor final foi arredondado conforme previsto em lei.
Impacto na economia será bilionário
De acordo com estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o novo mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano, movimentando renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de contenção fiscal.
Salário mínimo: direito ainda distante da realidade
Ao reforçar o caráter simbólico da política, Lula relembrou a origem da medida ainda na década de 1930, destacando que, desde então, o valor pago ao trabalhador nunca atingiu plenamente os objetivos previstos na legislação original.
“A luta pelo salário justo continua. Não há democracia sólida sem dignidade ao trabalhador”, concluiu o presidente.
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Fonte: Agência Brasil