Somente um dos três menores foi encontrado; operação mobiliza 500 pessoas
A angústia segue em Bacabal (MA), onde as buscas por duas crianças desaparecidas completam 11 dias nesta quarta-feira (14). Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. Uma terceira criança, Anderson Kauan, de 8 anos, foi localizada três dias depois, debilitado, mas com estado de saúde estável.
A operação, considerada uma das maiores da região nos últimos anos, mobiliza cerca de 500 pessoas entre bombeiros, policiais, Exército, ICMBio, quilombolas e voluntários. O terreno de difícil acesso, com mata densa, rios, lagos e açudes, amplia os desafios das equipes.
Nesta quarta-feira, mergulhadores do Corpo de Bombeiros iniciaram varreduras no Lago Limpo, área por onde os três teriam passado. As buscas terrestres, aéreas e fluviais ocorrem sem interrupção.
Comunidade quilombola mobilizada
A comoção tomou conta da população local e de organizações como a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que publicou nota de apoio às famílias e cobrou providências do Estado.
“O Estado deve garantir segurança e proteção às nossas crianças dentro e fora dos territórios quilombolas”, destacou a entidade.
Investigação segue em sigilo
A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o caso, com o apoio do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), que está em Bacabal desde o dia 11 de janeiro. A equipe já ouviu Anderson Kauan, que relatou ter deixado os dois colegas enquanto buscava ajuda. Ele foi encontrado por carroceiros, sem roupas e debilitado. Exames descartaram abuso sexual.
As autoridades ainda não descartam nenhuma linha de investigação, e o caso segue sendo tratado como prioridade absoluta.
Clamor por respostas
O desaparecimento das crianças reforça o debate sobre a vulnerabilidade de populações tradicionais e a necessidade de maior presença do poder público nessas áreas. Enquanto isso, a esperança das famílias e da comunidade quilombola segue firme.
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Fonte: Agência Brasil, Prefeitura de Bacabal, Corpo de Bombeiros do Maranhão, Conaq.