SUS amplia em 30% capacidade de armazenar plasma com nova tecnologia

Investimento de R$ 116 milhões deve gerar economia de R$ 260 milhões por ano

O Ministério da Saúde anunciou um importante avanço para a rede pública: o SUS vai ampliar em 30% a capacidade de armazenamento e aproveitamento de plasma sanguíneo no país. A medida, viabilizada com recursos de R$ 116 milhões do Novo PAC Saúde, inclui a compra de 604 equipamentos de última geração, que já começaram a ser distribuídos para unidades públicas e devem estar totalmente instalados até o primeiro trimestre de 2026.

Com isso, a Hemobrás — maior fábrica de hemoderivados da América Latina — poderá atingir sua capacidade máxima de produção, processando até 500 mil litros de plasma por ano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a ampliação vai reduzir em até R$ 260 milhões por ano a necessidade de importação de medicamentos derivados do plasma, como imunoglobulinas e fatores de coagulação usados no tratamento de hemofilia, doenças autoimunes e outras condições críticas.

Entre os equipamentos adquiridos estão blast-freezers (congelamento ultra-rápido), ultrafreezers e freezers de alta eficiência, tecnologias antes ausentes da rede pública. Eles permitirão o armazenamento seguro e adequado de uma quantidade significativamente maior de plasma coletado.

Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos três anos o volume disponível de plasma aumentou 288%, passando de 62,3 mil litros para 242,1 mil litros. Apesar disso, atualmente apenas 13% do plasma coletado via doações é utilizado em transfusões. Com a nova capacidade instalada, o país poderá aproveitar melhor os 87% restantes, antes desperdiçados por falta de estrutura adequada.

A iniciativa contempla 125 serviços de hemoterapia em 22 estados e reforça o compromisso do governo em fortalecer a autossuficiência do Brasil na produção de hemoderivados. O anúncio foi feito durante evento no Hemorio, no Rio de Janeiro, em plena Semana Nacional do Doador de Sangue, que registrou mais de 3,3 milhões de bolsas coletadas em 2024.

Com essa ampliação, o SUS não só avança em infraestrutura, mas garante mais segurança para quem depende diariamente desses medicamentos vitais.

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Fonte: Agência Brasil