Prefeito de Maringá defende ações locais para reduzir emissões e destaca soluções sustentáveis durante conferência da ONU em Belém
Durante a COP 30, em Belém (PA), o prefeito de Maringá, Silvio Barros, tem atuado ativamente nos debates sobre a crise climática global. Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Mitigação Climática da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Barros representa o município paranaense na conferência da ONU com foco na troca de experiências e fortalecimento de políticas locais voltadas à sustentabilidade.
Nesta terça-feira (11), segundo dia do evento, ele participou de um painel promovido pela União das Universidades dos Países Amazônicos, que discutiu como cidades podem utilizar soluções acadêmicas para combater os efeitos das mudanças climáticas. Entre os exemplos citados está o uso de energia solar para purificar água em comunidades vulneráveis.
Silvio Barros também visitou o estande da Finlândia, onde conheceu projetos baseados em inovação, inteligência artificial e tecnologias sustentáveis, além de acompanhar as discussões no pavilhão da China sobre sustentabilidade urbana. Mais tarde, integrou reuniões com o Ministério das Cidades sobre edificações sustentáveis e estratégias para redução das emissões de metano em aterros sanitários. “O compromisso global é reduzir em até 30% a contaminação atmosférica por metano, transformando o gás captado em combustível para o transporte coletivo”, ressaltou.
Maringá tem se destacado no cenário nacional por seu modelo de urbanismo sustentável, com saneamento básico universalizado, arborização intensa, incentivo à mobilidade verde e programas de coleta seletiva. Para Barros, os municípios têm papel direto na mitigação das emissões, especialmente nas áreas de mobilidade, gestão de resíduos e construções sustentáveis. “Esses temas estão 100% sob controle das prefeituras. Temos políticas concretas para ajudar na redução global das emissões”, defendeu.
O prefeito também destacou a necessidade de financiamento para ações de adaptação às mudanças climáticas, como infraestrutura preventiva e contenção de desastres naturais. Segundo ele, políticas públicas municipais podem ter impacto significativo na mitigação de efeitos climáticos, mas enfrentam limitações orçamentárias.
Durante sua fala, Barros citou os recentes tornados no Paraná, especialmente em Rio Bonito do Iguaçu, como alerta sobre a crescente frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. “Nunca vimos ventos com esse poder destrutivo em nossa região. O clima mudou. Precisamos reconhecer nossa interferência e nos preparar”, alertou.
Na semana anterior à COP 30, o prefeito também participou da 88ª Reunião Geral da FNP e da Cúpula Mundial de Prefeitos, no Rio de Janeiro. Os encontros serviram como base para a elaboração da carta de prefeitos com propostas concretas para enfrentar os desafios climáticos no âmbito local. Para Barros, a atuação conjunta dos municípios é essencial para gerar impacto real.
Fonte: COP30 / Raimundo Pacco