Brasil registra 16 mortes por metanol e governo amplia alerta nacional

Crise de intoxicação se agrava e São Paulo lidera em número de casos e óbitos; autoridades reforçam orientações à população

O Brasil enfrenta uma grave crise sanitária com o avanço dos casos de intoxicação por metanol presente em bebidas alcoólicas adulteradas. O número de mortes subiu para 16 em todo o país, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde divulgado na quarta-feira (20).

As ocorrências não param de crescer: são 97 casos registrados, dos quais 62 já foram confirmados, enquanto outros 35 seguem sob investigação. A situação mais crítica é em São Paulo, onde nove pessoas já perderam a vida e 48 casos foram oficialmente reconhecidos pelas autoridades. O estado lidera em volume de notificações descartadas — 511 até o momento — o que indica o alto nível de disseminação do problema.

Outras vítimas fatais foram registradas no Paraná (3), em Pernambuco (3) e no Mato Grosso (1). Há ainda 10 mortes em análise, sendo cinco em São Paulo, quatro em Pernambuco e uma em Minas Gerais.

Além dos estados já citados, também foram confirmadas contaminações no Rio Grande do Sul (1). Casos suspeitos seguem sob investigação em sete estados: Pernambuco (12), Piauí (5), Mato Grosso (6), Paraná (2), Bahia (2), Minas Gerais (1) e Tocantins (1).

A gravidade da situação levou o governo de São Paulo a manter ativo um gabinete de crise para coordenar ações emergenciais e ampliar o monitoramento em todo o território estadual.

Risco à saúde e falsificação de bebidas

As intoxicações por metanol, uma substância altamente tóxica e imprópria para consumo humano, estão ligadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas — muitas vezes vendidas de forma clandestina e com preços atrativos. O metanol pode causar desde dores de cabeça e vômitos até cegueira e morte, dependendo da dose e do tempo de exposição.

O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de saúde têm reforçado orientações para que a população evite bebidas de procedência duvidosa, sem registro no Ministério da Agricultura e com embalagens suspeitas.

População deve denunciar irregularidades

A Anvisa e o Ministério da Justiça orientam os consumidores a denunciar pontos de venda clandestinos e casos suspeitos por meio do canal de atendimento 136 ou pelo site oficial das agências de fiscalização.

As investigações continuam em ritmo acelerado, e o governo federal já articula ações conjuntas com os estados para rastrear a origem das bebidas contaminadas e responsabilizar os envolvidos na cadeia de distribuição ilegal.


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Fonte: Agência Brasil