Anvisa proíbe suplementos e energéticos com ozônio no Brasil

Agência veta produtos da empresa OZT por falta de segurança e alegações terapêuticas não comprovadas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta semana, a fabricação, comercialização, propaganda e uso de suplementos alimentares e bebidas energéticas da empresa OZT Comércio Atacadista Especializado em Produtos Ozonizados. A decisão inclui também a apreensão dos produtos em circulação.

De acordo com a Anvisa, os produtos da empresa contêm adição de ozônio — substância permitida apenas como agente desinfetante no tratamento de água. Não há estudos nem aprovação que comprovem a segurança do uso do gás em alimentos ou bebidas.

A agência identificou ainda que a OZT realizava propaganda com alegações terapêuticas não autorizadas. Entre as promessas feitas aos consumidores estavam supostos benefícios ao sistema digestivo, hepático, ocular e cardiovascular, algo que, segundo a Anvisa, extrapola o permitido para alimentos e suplementos.

A legislação brasileira permite apenas que suplementos alimentares tragam alegações relacionadas a funções metabólicas no organismo, desde que como parte de uma dieta equilibrada. “Nenhuma das alegações aprovadas para alimentos está associada com finalidades medicamentosas ou terapêuticas, que são exclusivas de medicamentos e devem ser comprovadas cientificamente”, destacou a agência em nota oficial.

Essa não é a primeira vez que a Anvisa age contra o uso indevido de ozônio em produtos de consumo. Em outubro, a agência já havia determinado a retirada de 69 cosméticos capilares da marca Ozonteck. Embora registrados como cosméticos, os produtos também eram anunciados com alegações farmacológicas, o que é vetado por lei.

A Anvisa reforça que consumidores devem sempre desconfiar de promessas milagrosas em produtos e consultar os registros junto à agência. As ações fazem parte do esforço para garantir a segurança alimentar e proteger a saúde pública.

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Fonte: Agência Brasil – Publicado em 06/11/2025.