Sífilis tem cura: nova campanha do Ministério da Saúde reforça testagem gratuita

Casos da doença caem no Brasil, e governo amplia distribuição de testes rápidos

Em pleno Outubro Verde, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (17) a nova Campanha Nacional de Enfrentamento à Sífilis, com foco na testagem precoce e no tratamento gratuito. Sob o lema “Sífilis tem cura – Faça o teste, trate-se e previna-se”, a ação quer atingir especialmente jovens de 15 a 30 anos, gestantes e seus parceiros.

A campanha faz parte de uma estratégia nacional para frear a transmissão da doença e fortalecer a atenção básica, com materiais educativos e programação online durante todo o mês, incluindo webinários abertos às quartas-feiras, sempre às 10h30, sobre diagnóstico, prevenção e vigilância.

Casos em queda, mas ainda preocupam

Segundo o novo Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, divulgado nesta semana, o Brasil registrou queda de 2.093 casos nos últimos três anos. Ainda assim, só em 2024 foram notificados:

  • 256 mil casos de sífilis adquirida
  • 89 mil casos em gestantes
  • 24 mil casos de sífilis congênita
  • 183 mortes associadas à doença

O estado do Rio de Janeiro lidera na taxa de detecção em gestantes (68,3 casos por mil nascidos vivos), enquanto o Tocantins apresenta o maior índice de sífilis congênita (17,8 casos por mil nascidos vivos).

Teste rápido combo HIV/sífilis: mais acesso em 2025

Para acelerar o diagnóstico, o Ministério ampliou a oferta do teste rápido combo HIV/sífilis — que detecta simultaneamente as duas infecções. Foram distribuídas 6,5 milhões de unidades em 2025, um aumento de mais de 40% em relação ao ano anterior, com investimento de R$ 9,2 milhões.

O exame é gratuito, feito no SUS, e garante resultado rápido, permitindo início imediato do tratamento — medida fundamental para evitar a transmissão vertical (da mãe para o bebê).

Outubro Verde: prevenção com informação

A campanha quer reforçar a ideia de que a sífilis tem cura e que a prevenção começa com a informação e o autocuidado. Os conteúdos da ação podem ser acompanhados pelo canal oficial da Agência Brasil e pelas redes do Ministério da Saúde.

Para quem não puder assistir aos webinários ao vivo, as transmissões ficarão disponíveis para acesso posterior.


Fonte: Agência Brasil