Criminoso arrombou o estabelecimento de madrugada e voltou à noite para levar o que sobrou. Três envolvidos foram detidos e parte dos objetos foi recuperada.
Era início da noite de quinta-feira, 3 de julho de 2025. O relógio marcava 19h40 quando a Polícia Militar foi acionada. A denúncia era clara: um estabelecimento comercial localizado na rua Corumbá havia sido novamente violado.
Ao chegar ao local, a cena era de desordem. O tapume que cobria a entrada estava destruído. Caixas abertas, objetos espalhados, sinais de mais uma invasão. A proprietária, uma mulher de 37 anos, não escondia o desespero: seu comércio já havia sido furtado durante a madrugada. Naquela ocasião, o ladrão havia levado o celular usado para pedidos de entrega, dinheiro em moedas e alimentos. Agora… voltara para completar o serviço.
A polícia iniciou diligências imediatas. Com base em uma denúncia anônima, a descrição do suspeito começou a ganhar forma: um homem de estatura baixa, vestindo blusa preta e calça jeans, que teria seguido sentido Vila Operária.
O cerco começou. E levou os policiais até a rua Pirapó — região conhecida por abrigar usuários de entorpecentes e também por ser esconderijo de velhos conhecidos da PM. Ali, foi localizado um homem de 33 anos, alvo de diversas denúncias por furtos na cidade.
Diante da abordagem, ele não hesitou. Confessou. Contou que, por volta das cinco da manhã, havia arrombado a porta de vidro do estabelecimento e furtado um celular Redmi 12c, alimentos, cervejas e energéticos. E revelou mais: por volta das 19h40, voltou ao local. Quebrou o tapume e levou mais alimentos, moedas, cervejas, energéticos e uma caixa de som preta da marca A L Tomex.
Mas o crime não parou por aí. O homem confessou ter repassado o celular e a caixa de som a um comparsa, de 26 anos, para que vendesse os produtos.
Com o rastreamento do celular, as equipes chegaram até um bar na avenida Pernambuco. Lá, o segundo envolvido foi encontrado. Ao avistar a viatura, tentou fugir — mas foi contido. No momento da abordagem, arremessou o celular no chão. Questionado, admitiu: aquele era o aparelho furtado. Sobre a caixa de som, contou que já havia vendido para outro homem, de 21 anos, que também foi localizado no bar, de posse do objeto.
Os três foram detidos. Os produtos reconhecidos pela vítima.
Fim da linha para quem tentou fazer do crime um ofício.
Fonte: Boletim da Imprensa Policial.