Casos de síndrome respiratória grave seguem altos no RJ: mais de 800 mortes em 2025

Mesmo com leve queda, internações ainda pressionam hospitais; crianças são as mais afetadas

Apesar de sinais de desaceleração, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam elevados no Rio de Janeiro. Segundo o boletim Panorama SRAG, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Secretaria de Estado de Saúde, o número de internações já chega a 11.635 em 2025, com 836 óbitos registrados até a última terça-feira (8).

A rede hospitalar permanece em alerta: mais de 600 solicitações de leitos ainda ocorrem semanalmente, mantendo o sistema sob pressão. A faixa etária mais atingida são crianças entre 1 e 5 anos, especialmente por conta da circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e do Rinovírus.

Entre os idosos, a influenza A (H1N1) foi o principal vírus identificado entre abril e junho, liderando as mortes por SRAG em maio. Embora os números comecem a recuar, há um novo crescimento de casos ligados à Covid-19 nesta faixa etária.

A baixa cobertura vacinal agrava o cenário. A superintendente de Vigilância em Saúde, Luciane Velasque, alertou que apenas 30% do público-alvo foi vacinado contra a gripe, taxa considerada insuficiente diante da circulação simultânea de vírus. Ela também destacou que os idosos voltaram a ser internados por covid-19, reforçando a necessidade da imunização contra os dois vírus.

Até agora, 2.837.024 doses da vacina contra a gripe foram aplicadas no estado, sendo pouco mais de 1,3 milhão entre os grupos prioritários — o equivalente a apenas 29,4% da meta do Ministério da Saúde. As piores coberturas estão na Baixada Litorânea, Região Metropolitana I e Baía da Ilha Grande.

A campanha de vacinação contra a influenza segue até janeiro de 2026, com foco nos grupos mais vulneráveis. A vacina é gratuita e está disponível em todos os postos de saúde.

Para conter a demanda, o estado reforçou a estrutura hospitalar desde fevereiro, com 85 novos leitos pediátricos40 no Hospital Estadual Ricardo Cruz e 45 no Hospital Zilda Arns — voltados exclusivamente para casos graves de SRAG.

Alerta é claro: vacinação é a principal arma contra internações e mortes por SRAG. Procure o posto de saúde mais próximo e proteja-se.


Fonte: Agência Brasil – Douglas Corrêa, publicado em 09/07/2025