Vacinação contra gripe é urgente no Paraná, alerta deputado Tercilio Turini

Baixa adesão preocupa autoridades e sobrecarrega sistema de saúde; imunização pode salvar vidas

Durante sessão na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (10), o deputado estadual e médico Tercilio Turini (MDB) fez um apelo direto à população: é urgente se vacinar contra a gripe. Presidente da Comissão de Saúde Pública da Alep, Turini alertou para o colapso iminente nos hospitais e ressaltou que a imunização é a forma mais eficaz de evitar complicações graves e reduzir o número de internações no estado.

A situação, segundo o parlamentar, é crítica. “As unidades de saúde estão sobrecarregadas, UTIs lotadas e os hospitais enfrentam grandes dificuldades para acolher a população”, afirmou. Dados da Secretaria de Saúde mostram centenas de mortes por gripe em 2025, com destaque para crianças e idosos como principais vítimas. Apesar disso, apenas 40% dos paranaenses haviam se vacinado até o início de junho, mesmo com cinco milhões de doses disponíveis.

Campanha desde abril enfrenta baixa adesão

A campanha de vacinação contra a gripe teve início em abril, mas ainda não atingiu a meta de cobertura. Para Turini, a população precisa se conscientizar da gravidade da situação. “Mesmo com toda a estrutura montada pela Secretaria de Estado da Saúde e redes municipais, a adesão está muito baixa. Precisamos reforçar a importância da prevenção antes da chegada mais intensa do inverno”, destacou.

Ele lembra que a vacina leva de duas a três semanas para surtir efeito total. “Mesmo quem se vacina pode contrair o vírus, mas os sintomas tendem a ser bem mais leves. Por isso, é essencial não esperar mais”, reforçou o deputado.

Medicação como suporte: Tamiflu nas unidades de saúde

Além da vacinação, Turini defendeu a ampliação do acesso ao antiviral Tamiflu, indicado nos casos mais graves, especialmente causados pelo vírus Influenza A. “O remédio é mais eficaz se tomado nas primeiras 24 a 48 horas após o início dos sintomas. Ele deve estar disponível em postos de saúde, UPAs e hospitais, com prescrição médica”, explicou.

Segundo o deputado, a distribuição do medicamento e o estímulo à vacinação devem caminhar juntos para conter o avanço das síndromes respiratórias graves. “É um esforço coletivo: Estado, municípios e, principalmente, a população precisam fazer sua parte”, finalizou.

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Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná – 10/06/2025.