Paraná reforça protocolos contra gripe aviária após caso no RS

Reuniões da Adapar e Comitê de Sanidade Avícola intensificam medidas de biossegurança nas granjas para evitar entrada do vírus H5N1

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e o Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa) se reuniram nesta segunda-feira (19) para reforçar medidas de prevenção contra a gripe aviária em granjas do Estado. O alerta foi intensificado após a confirmação de um caso da doença em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Desde a publicação da Instrução Normativa 56/2007, que regulamenta o controle de estabelecimentos avícolas, o Paraná adota ações permanentes de biossegurança. Com a chegada da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) ao Brasil em 2023, as medidas foram intensificadas, mesmo que, até o momento, o Paraná não registre nenhum caso suspeito ou em investigação.

Durante a reunião extraordinária do Coesa, representantes de entidades públicas e privadas reforçaram orientações aos produtores. Entre as principais recomendações estão a vistoria constante das estruturas físicas das granjas, evitando frestas que permitam a entrada de aves silvestres, migratórias, roedores ou animais domésticos.

Outro ponto enfatizado foi o controle rigoroso da entrada de pessoas nas propriedades. O uso de equipamentos de proteção individual, troca e esterilização de roupas e calçados, além da desinfecção de veículos e materiais, são medidas obrigatórias para quem precisar acessar os criadouros.

O protocolo também orienta a manutenção rigorosa da limpeza dos alojamentos e o descarte correto de dejetos. A notificação imediata de comportamentos anormais das aves — como mortalidade repentina, dificuldade respiratória, secreções, incoordenação motora ou diarreia — deve ser feita nos escritórios da Adapar ou pelo site da agência.

Desde 25 de julho de 2023, o Paraná mantém decreto de emergência zoossanitária, renovado a cada 180 dias. A medida possibilita uma resposta rápida a qualquer ocorrência suspeita. Nesta segunda-feira à tarde, uma nova reunião entre a diretoria da Adapar e todas as regionais reforçou o estado de alerta no Paraná e priorizou a fiscalização nas divisas com Santa Catarina, outro estado com forte presença avícola.

As ações têm como objetivo preservar a saúde do plantel paranaense, que é um dos maiores produtores de carne de frango do Brasil e referência internacional em sanidade animal.

Fonte: Agência Estadual de Notícias / SEAB-PR