Delegado teve pedido de liberdade negado após decisão do STF restabelecer ordem de prisão preventiva
A Justiça manteve a prisão preventiva do delegado Allan Turnowski, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (7). A decisão ocorre um dia após sua prisão, determinada pelo Tribunal de Justiça em cumprimento à ordem da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Turnowski havia deixado a prisão em 2022 por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, mas o STF restabeleceu a medida cautelar. O juiz Patrick Couto Xerez Sobral afirmou que o mandado continua válido e que a decisão judicial que determinou a prisão não foi revogada.
Durante a audiência, a defesa de Turnowski solicitou o relaxamento da prisão, liberdade provisória ou conversão da pena em prisão domiciliar. Os pedidos foram negados, mas o juiz autorizou que o ex-secretário receba medicação para tratar pré-diabetes e seja encaminhado para atendimento médico.
Histórico judicial e condenação
Turnowski foi inicialmente preso em 9 de setembro de 2022, após se afastar do cargo para disputar uma vaga de deputado federal, candidatura que não avançou. No fim daquele ano, o juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada, o tornou réu por obstrução da Justiça, alegando que ele continuava influenciando decisões da alta cúpula da Polícia Civil, mesmo afastado do cargo.
Menos de um mês depois, em 29 de setembro de 2022, o ministro Nunes Marques revogou a prisão preventiva, o que permitiu que o delegado deixasse a cadeia.
De acordo com as investigações, Turnowski atuava como agente duplo, favorecendo os contraventores Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio. Este último foi assassinado em novembro de 2020, após desembarcar de helicóptero em um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.
Turnowski foi condenado a quase 10 anos de prisão por obstrução da Justiça.
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Fonte: Agência Brasil – Douglas Corrêa, publicado em 07/05/2025.