Fertilização in vitro transforma sonho da maternidade em realidade para milhares de mulheres

Com apoio da tecnologia, como microscópios invertidos, mulheres com endometriose, idade avançada ou baixa reserva ovariana conseguem engravidar

O sonho da maternidade encontra hoje aliados poderosos na ciência. A fertilização in vitro (FIV) tem possibilitado que milhares de mulheres realizem o desejo de ter filhos, mesmo enfrentando desafios como endometriose, idade avançada ou infertilidade sem causa aparente. Só em 2023, o Brasil registrou mais de 56 mil procedimentos de reprodução assistida, segundo a Anvisa.

É o caso de Daniele da Rosa Silva, que após anos tentando engravidar naturalmente, recorreu à FIV. Mãe de gêmeos, ela enfrentou três procedimentos até o sucesso. “O processo foi doloroso e bem difícil. Sofri muito psicologicamente e o corpo sofre porque a gente toma muito hormônio e injeção”, relata. Daniele enfrentou injeções diárias, gravidez anembrionária e altos custos, mas hoje celebra o Dia das Mães com gratidão à medicina reprodutiva.

Na FIV, óvulos e espermatozoides são selecionados individualmente e fecundados em laboratório. O embrião formado é transferido para o útero. A técnica difere da inseminação artificial, em que os espermatozoides são inseridos diretamente no útero. “Selecionamos cada gameta para maximizar os resultados”, explica o médico Alessandro Schuffner, especialista em reprodução humana.

A idade da mulher é um fator determinante. A reserva ovariana diminui com o tempo e pode ser agravada por condições como ovários policísticos ou tratamentos oncológicos. “Em casos de baixa reserva, ajustamos o protocolo com medicamentos específicos”, afirma Schuffner.

Tecnologia é aliada no laboratório. O uso de microscópios invertidos, como o modelo trinocular da Kasvi, permite a análise direta de óvulos, espermatozoides e embriões em meio de cultura, reduzindo a manipulação. “A óptica infinita e a possibilidade de acoplar câmeras garantem mais nitidez e precisão na micromanipulação”, explica Nathalia Nascimento, assessora científica da Kasvi.

No terceiro dia de desenvolvimento embrionário, é possível avaliar a qualidade do embrião por número e uniformidade das células. Levar o embrião até o quinto dia permite descartar os que não se desenvolveriam adequadamente. A tecnologia, aliada à expertise dos profissionais, aumenta significativamente as chances de sucesso.

Sobre a Kasvi
A Kasvi é uma empresa brasileira especializada em soluções para pesquisa, diagnóstico e ciência. Com mais de 10 anos de atuação, oferece equipamentos de alta performance para laboratórios e centros de pesquisa em todo o país.

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Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Entrevistas com Alessandro Schuffner e Nathalia Nascimento.