Barco movido a hidrogênio verde com produção própria é exibido no Brasil

Protótipo único no mundo marca avanço brasileiro na descarbonização marítima

O futuro da navegação sustentável já começou, e tem sotaque brasileiro. Foi apresentado durante o Rio Boat Show, no Rio de Janeiro, o primeiro protótipo de barco movido a hidrogênio verde com produção do combustível a bordo — uma inovação inédita no mundo. O Explorer H1, como foi batizado, é fruto de uma parceria entre o JAQ, unidade do Grupo Náutica, e o Itaipu Parquetec, referência nacional na tecnologia do hidrogênio verde.

O protótipo 100% sustentável atraiu os olhares no evento, e será destaque global em novembro, na COP30, em Belém (PA), conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O projeto é um marco na transição energética do setor naval, um dos maiores emissores de CO₂ do transporte mundial.

Atualmente, os navios são responsáveis por cerca de 80% do comércio internacional, segundo a ONU, e respondem por significativas emissões de carbono. Um cruzeiro, por exemplo, emite o dobro de CO₂ por passageiro, comparado a um avião. Nesse cenário, o Brasil surge como protagonista de uma revolução silenciosa — mas poderosa — nas águas.

Três fases para um futuro 100% limpo

O Explorer H1 é apenas o primeiro passo. O projeto prevê três fases, com investimento estimado de R$ 150 milhões. A primeira, já em execução, consiste na operação da embarcação exclusivamente para exposições, com áreas internas movidas a hidrogênio verde.

Na segunda fase, o mesmo modelo será adaptado para usar motores híbridos — com 20% de hidrogênio e 80% de diesel — reduzindo em até 80% as emissões de CO₂. Já na terceira fase, prevista para 2026, será lançada a Explorer H2, equipada com sistema completo de dessalinização e eletrólise da água do mar para produzir hidrogênio a bordo.

Esse sistema inovador retira o sal da água, separa o hidrogênio do oxigênio e usa esse gás para gerar eletricidade. O resultado? Propulsão limpa e emissão apenas de vapor d’água. “É o primeiro barco do mundo a fazer isso embarcado”, destaca Eduardo Colunna, diretor de Inovação Marítima do JAQ.

Mais que barcos: é um novo modelo de futuro

Com 36 metros de comprimento e propulsão por hidrojatos, o Explorer H1 está sendo finalizado no estaleiro Inace, no Ceará. Já o Explorer H2, de 50 metros, está em desenvolvimento no Guarujá (SP) e atuará em apoio a operações de mergulho e pesquisas hidrográficas e oceanográficas. Ambos são exemplos concretos de como o setor naval pode se reinventar.

“A náutica sempre esteve presente na minha vida. Agora, nossa missão é transformar essa paixão em soluções sustentáveis de impacto real”, afirma Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica.

Com mais de quatro décadas de história, o grupo se destaca por unir tradição, inovação e responsabilidade socioambiental. Além de iniciativas como “Só Jogue na Água o que Peixe Pode Comer”, lidera importantes salões náuticos e projetos de turismo e infraestrutura no Brasil.

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Fonte: Grupo Náutica – www.gruponautica.com.br
Créditos das imagens: Victor Santos / Revista Náutica | Divulgação


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