Evento liderado pelo deputado Ricardo Arruda (PL) debateu prisões de 8 de janeiro e pediu por anistia dos envolvidos
A Assembleia Legislativa do Paraná foi palco, nesta sexta-feira (23), da audiência pública Paraná Pela Anistia, organizada pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL). O evento, realizado no Auditório Legislativo, reuniu lideranças políticas, representantes do judiciário e da sociedade civil em defesa da anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Durante sua fala, Arruda afirmou que há “presos políticos” no Brasil e classificou as prisões como coletivas e sem embasamento jurídico. “Estamos diante de pessoas com ficha limpa, presas sem provas ou armas. Isso não está no Código Penal”, declarou. Segundo ele, a iniciativa visa mobilizar outras Assembleias Legislativas do país para ações similares.
Defesa da Constituição e crítica ao Judiciário
O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL), participou da audiência e destacou a importância da segurança jurídica e do respeito à Constituição. Para ele, os julgamentos dos envolvidos nos atos de janeiro têm se baseado mais em narrativas do que em provas. “A Constituição está sendo atacada por quem deveria protegê-la”, disse.
De forma remota, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) também participou, criticando a situação política atual. Segundo ele, o Brasil vive uma “democracia disforme”, comparável a uma ditadura, e há violações de direitos humanos que precisam ser denunciadas internacionalmente.
Juristas pedem revisão dos processos e anistia
O advogado criminalista Jeffrey Chiquini argumentou que a anistia seria um meio legítimo do povo retomar o controle sobre o Estado. “A lei está sendo descumprida. A anistia é uma forma de corrigir essa injustiça”, afirmou. O deputado estadual Tito Barichello (União), que também é delegado de polícia, criticou a forma como as investigações foram conduzidas. “Se aplicássemos esse modelo a qualquer crime aqui no Paraná, as provas seriam anuladas”, afirmou.
Manifestações políticas e sociais
Outros parlamentares, como Gilson de Souza (PL), também se pronunciaram, destacando a necessidade de transformar a indignação em ações práticas. Vereadores de Curitiba, como Guilherme Kilter (Novo), Delegada Tathiana Guzella (União), Olímpio Araújo Junior (PL), Bruno Secco (PMB), além do advogado Marcelo Barazal, também participaram.
Ao final do encontro, o público teve espaço para relatos pessoais, reforçando o tom participativo da audiência pública.
Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná