Saiba como placas, pinos e parafusos no corpo podem influenciar a segurança nos aeroportos
Pacientes com implantes ortopédicos frequentemente se preocupam com a possibilidade de placas, pinos e parafusos acionarem detectores de metais em aeroportos. Esses dispositivos, feitos de materiais como titânio, aço inoxidável e ligas metálicas, são desenvolvidos para se integrar ao organismo de forma segura. Mas será que eles realmente podem causar problemas em viagens?
Segundo Robinson Esteves, presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico, a maioria dos implantes tem baixa suscetibilidade magnética, o que reduz a chance de detecção. No entanto, fatores como o tipo de material, a localização e o tamanho do implante, além da sensibilidade do detector de metais, podem influenciar no acionamento dos sensores.
Os dispositivos de fixação interna, como placas e pinos ortopédicos, geralmente não são detectados, pois estão localizados sob a pele e tecidos profundos. Já implantes maiores ou mais superficiais, como próteses de quadril ou joelho, têm maior probabilidade de serem identificados, especialmente em aeroportos com protocolos de segurança mais rígidos.
Para evitar transtornos durante viagens, especialistas recomendam que pacientes com implantes informem antecipadamente sobre sua condição e carreguem um relatório médico comprovando a presença dos dispositivos. Caso sejam detectados, isso pode agilizar a abordagem da equipe de segurança e minimizar possíveis inconvenientes.
Sobre a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (TRAUMA)
Fundada em 1997, a TRAUMA é uma associação científica nacional sem fins lucrativos dedicada ao estudo das afecções ortopédicas-traumáticas. A entidade reúne médicos especializados em traumatologia ortopédica, promovendo conhecimento e aprimoramento na área.