Brincadeiras analógicas voltam a fazer sucesso no recreio sem celular

Com a proibição dos smartphones, jogos de tabuleiro e esportes tradicionais ganham espaço entre os estudantes

Após a aprovação da Lei nº 15.100, que proíbe o uso de celulares nas escolas, os alunos redescobriram brincadeiras clássicas para animar o recreio. No Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, o totó (ou pebolim) virou sensação, com campeonatos organizados pelos próprios estudantes.

“Nós sabíamos que eles encontrariam formas criativas de se divertir. Além do pebolim, oferecemos jogos de tabuleiro e uma escala para o uso da quadra poliesportiva, mas o totó tem sido o grande destaque”, afirma Ana Amélia Rigotto Fernandes, diretora da escola.

Raciocínio lógico e interação social

No Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro, os intervalos ganharam um novo atrativo com jogos de montar. O projeto “Robotikando” permite que os alunos criem brinquedos que ganham movimento com motores, unindo diversão e aprendizado.

“Essas atividades ajudam na concentração, no raciocínio lógico e estimulam o trabalho em grupo. O recreio agora está mais ativo e dinâmico”, destaca a professora Valéria Curzio, que acompanha as atividades.

Já no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora, materiais de educação física foram disponibilizados para incentivar a criatividade dos alunos. Além disso, o Recreio Cultural tem promovido apresentações musicais, de dança e poesia, valorizando a expressão artística dos estudantes.

O quintal de volta à infância

Em São Paulo, o Colégio Espírito Santo reforçou o projeto “Quintal Brincante”, um espaço com grama, tanque de areia e horta. Com a restrição ao uso de celulares, o ambiente se tornou ainda mais popular.

“Queremos transformar a escola em um grande quintal, onde os alunos possam explorar, criar e viver momentos inesquecíveis”, afirma Alexandro Pereira, diretor da instituição.

O impacto da nova lei

A Lei nº 15.100, sancionada em janeiro de 2025, proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas, tanto em sala de aula quanto nos intervalos e atividades extracurriculares, exceto quando utilizados com fins pedagógicos. O objetivo é reduzir os impactos negativos das telas na concentração e no aprendizado dos estudantes.

Com isso, as instituições têm buscado alternativas para estimular o convívio social e a criatividade, resgatando brincadeiras que estavam esquecidas pela era digital.

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