Lula destaca avanços e reforça compromisso com um mundo mais justo e sustentável
Nesta terça-feira (19), a Cúpula do G20 foi encerrada no Rio de Janeiro com a transmissão simbólica da presidência do grupo ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. O evento marcou o fim da liderança brasileira, que contou com mais de 140 reuniões em 15 cidades ao longo do último ano.
Em discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou os avanços obtidos durante a presidência brasileira, incluindo a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a inclusão da mudança climática na pauta econômica global e o primeiro documento multilateral sobre bioeconomia. “Trabalhamos com afinco, mesmo cientes de que apenas arranhamos a superfície dos profundos desafios que o mundo tem a enfrentar”, afirmou Lula.
Destaques da presidência brasileira do G20
Entre as principais realizações destacadas pelo presidente estão:
- Lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza;
- Início de um debate global sobre a taxação de super-ricos;
- Inclusão da bioeconomia e das mudanças climáticas nas pautas econômicas;
- Chamado por reformas na governança global, para torná-la mais inclusiva e representativa.
Esses temas foram consolidados na Declaração Final do G20, aprovada em consenso pelos líderes na noite de segunda-feira (18).
Transição para a África do Sul
A partir de 1º de dezembro, a África do Sul assumirá oficialmente a presidência do G20, sendo a primeira vez que o continente africano lidera o grupo das maiores economias globais. Lula ressaltou o simbolismo dessa passagem, que reforça a conexão entre América Latina e África.
“Esta não é uma transmissão de presidência comum. É a expressão concreta dos vínculos históricos, econômicos, sociais e culturais que unem a América Latina e a África. Desejo ao companheiro Cyril Ramaphosa todo sucesso na liderança do G20. Vamos seguir construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, declarou o presidente brasileiro.
G20 Social: participação inédita da sociedade civil
Um dos legados da presidência brasileira foi a criação do G20 Social, que reuniu mais de 50 mil participantes no Rio de Janeiro entre 14 e 16 de novembro. O evento consolidou demandas de grupos historicamente marginalizados — como mulheres, negros, indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores informais — em um documento entregue a Lula e incorporado à Declaração Final do G20.
O texto enfatiza três pilares principais:
- Combate à fome, pobreza e desigualdade;
- Enfrentamento das mudanças climáticas e transição justa;
- Reformas na governança global.
O presidente Ramaphosa garantiu que dará continuidade às iniciativas do G20 Social, promovendo a participação da sociedade civil nas próximas discussões do grupo.
Um legado de transformação
A liderança brasileira no G20 evidenciou a importância de colocar os países em desenvolvimento no centro das decisões globais. Nos últimos anos, Indonésia, Índia e Brasil lideraram o grupo, agora seguido pela África do Sul. Esse ciclo reforça o papel desses países em trazer à tona questões essenciais para a vasta maioria da população mundial.
Com a transição, Lula reafirmou o compromisso do Brasil em colaborar com a África do Sul para garantir que o G20 continue promovendo mudanças significativas para um futuro mais inclusivo e sustentável.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República