Soja reage bem após chuvas na região da Cocamar

soja

As chuvas ao longo dos meses de dezembro e janeiro deixaram os produtores de soja da região de Maringá mais confiantes em uma boa safra. Se antes as lavouras apresentavam dificuldade em se desenvolver, por causa da prolongada estiagem e das altas temperaturas em novembro, agora a situação é outra. Com a umidade, que tem sido frequente, embora ainda mal distribuída, as plantas vêm reagindo a olhos vistos.

A equipe do Rally Cocamar Bayer e Spraytec de Produtividade viajou pela região de Maringá para avaliar a cultura. Visitou a comunidade Guerra, em Maringá, e passou pelos municípios de Ângulo, Atalaia, Floraí e São Jorge do Ivaí, num giro de aproximadamente 200 quilômetros.

MUDOU – No Guerra, o administrador Laércio de Oliveira Dias comentou que a propriedade do produtor Sebastião Pitarelli ficou 25 dias sem chuvas em novembro. A semeadura foi feita no período de 22 de setembro a 22 de outubro e a expectativa, se tudo corresse normalmente, era a de alcançar uma produtividade de 160 sacas. Mas com o veranico, a soja parou de crescer e o desenvolvimento só foi retomado após as chuvas mais intensas, no começo de dezembro, observando-se a emissão de novas vagens – os “canivetes” – na parte superior das plantas. “Mudou do dia para a noite, tem havido uma floração mais intensa, as plantas crescem rápido e engalham mais”, citou Dias, acrescentando que, diferente do que se via antes, agora não há mais abortamento de vagens – a reação natural da planta, para economizar energia, diante do estresse hídrico.

RECUPERAÇÃO – Acompanhando o Rally, o coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, Rafael Furlanetto, avaliou o bom estado da lavoura, salientando que os talhões semeados mais cedo, em razão do maior tempo de exposição ao prolongado período seco, podem ter um desempenho inferior no comparativo aos que foram semeados mais tarde, sendo que, em relação a estes, a situação é de quase normalidade. “Ainda é cedo para avaliar, mas, de uma forma geral, a soja se recupera bem.”

NA TORCIDA – O administrador só afirmou estar torcendo, agora, para que não se repita o ocorrido na safra 2015/16, quando choveu demais na fase de colheita. Mesmo assim, a média da fazenda foi de 142 sacas por alqueire. Um ano antes, no ciclo 2014/15, a colheita chegou a 174 sacas/alqueire, a melhor marca histórica.

Texto: Ascom Cocamar / Imagem ilustrativa

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