Ao lado de Lula, prefeito diz que medicamento deve começar a ser ofertado na próxima semana e pede incorporação em todo o SUS
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que o medicamento Ozempic será incorporado à rede pública municipal de saúde a partir da próxima semana. A declaração foi feita durante agenda oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro.
Segundo Paes, a distribuição inicial deve ocorrer no Super Centro de Saúde da Zona Oeste. Ao lado do presidente e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito também defendeu que o remédio passe a ser oferecido em todo o Sistema Único de Saúde.
Pedido para ampliar oferta no SUS
Durante o evento, Paes afirmou que a população tem buscado acesso ao medicamento e cobrou agilidade do governo federal para ampliar a oferta. A fala foi direcionada a Lula e a Padilha, em um apelo para que a incorporação ocorra em âmbito nacional.
A proposta coloca o Ozempic no centro do debate sobre o acesso a tratamentos para diabetes e obesidade na rede pública. O tema tem ganhado força nos últimos meses por causa da alta procura por medicamentos dessa classe.
Entenda o que é o Ozempic
O Ozempic é um medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo popularmente conhecido como canetas emagrecedoras. Ele é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e também tem sido usado no controle da obesidade, sempre com acompanhamento médico.
Entre os medicamentos da mesma categoria estão substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. A incorporação desses tratamentos ao SUS depende de avaliação técnica, impacto orçamentário e definição de protocolos clínicos.
Debate sobre custo e acesso
Ao mencionar o tema, Paes também indicou preocupação com o custo da medida. A eventual ampliação do uso do Ozempic na rede pública pode pressionar os cofres municipais, estaduais e federais, o que tende a ser um dos principais pontos de discussão nas próximas etapas.
O anúncio no Rio reforça a pressão para que o Ministério da Saúde se posicione sobre uma política mais ampla de acesso ao medicamento. A expectativa agora se volta para os próximos anúncios do governo federal.
Fonte: Agência Brasil.