Fiscalização mais rigorosa, ações integradas e foco em poluição sonora marcam avanço da proteção ambiental na cidade
A Prefeitura de Maringá intensificou a fiscalização ambiental em 2025 e aplicou 478 multas por crimes ambientais — um salto de 48% em relação ao ano anterior. Os dados divulgados pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM) mostram o impacto direto das ações estratégicas adotadas pelo município para reforçar o cumprimento da legislação ambiental.
Entre as principais denúncias recebidas pela Ouvidoria Municipal estão poluição sonora, queimadas, descarte irregular de resíduos, corte e poda de árvores, além de intervenções em passeios públicos. Ao todo, foram realizados 2.605 atendimentos, um crescimento de 7,9% em comparação com 2024.
Além das multas, a prefeitura emitiu 17 autos de advertência, 583 notificações e conduziu 1.643 vistorias para verificar o cumprimento de termos de compromisso e infrações — um aumento de 13% em relação ao ano anterior.
Atuação integrada e foco em resultados
Durante o ano, a fiscalização se destacou por ações conjuntas com outros órgãos municipais e estaduais. Foram 28 plantões noturnos voltados à verificação de estabelecimentos com atividade sonora, e cinco Ações Integradas de Fiscalização Urbana (AIFU), com participação de órgãos como Polícia Militar, Guarda Civil, Vigilância Sanitária, entre outros.
Segundo José Roberto Behrend, diretor-presidente do IAM, o foco foi aliar controle rigoroso, orientação aos empreendedores e responsabilização dos infratores. “Nosso trabalho busca assegurar o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a proteção ambiental”, afirma.
Lava a jato na mira da fiscalização
Um dos destaques foi a operação conjunta de fiscalização em lava a jatos, realizada em parceria com a Sanepar e a Agência Maringaense de Regulação. A ação buscou orientar os empreendimentos sobre o uso sustentável da água e o descarte correto de efluentes. Dos 262 estabelecimentos verificados, 90 foram notificados para regularização ambiental, e 21 já estavam em situação regular.
Outros 15 possuíam sistemas de captação e reuso de água da chuva, demonstrando preocupação com práticas sustentáveis. “A operação consolidou a abordagem pedagógica do IAM, promovendo a regularização e reduzindo riscos de poluição difusa”, concluiu Behrend.
Aperto na fiscalização e mais confiança da população
O aumento nos números reflete tanto o reforço da estrutura de fiscalização quanto a maior participação da população, que vem denunciando irregularidades com mais frequência. O Instituto Ambiental de Maringá promete manter a atuação ativa em 2026, reforçando o combate aos crimes ambientais e a promoção de uma cidade mais sustentável.
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Fonte: Instituto Ambiental de Maringá (IAM), Prefeitura de Maringá