Linha vai beneficiar agricultores familiares, pescadores e extrativistas do Norte e Centro-Oeste com juros de 0,5% ao ano
O programa AgroAmigo recebeu reforço de R$ 1 bilhão para impulsionar o microcrédito rural no Norte e no Centro-Oeste. A meta é atender 100 mil pequenos produtores, entre agricultores familiares, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e extrativistas.
Com taxas de apenas 0,5% ao ano e até 36 meses para pagamento, os contratos oferecem ainda bônus de adimplência que garante descontos de até 40% nas parcelas para quem paga em dia. O limite de crédito chega a R$ 15 mil para mulheres, R$ 12 mil para homens e R$ 8 mil para jovens entre 18 e 29 anos. Uma mesma família pode acumular até R$ 35 mil em diferentes operações.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o crédito pode ser usado tanto para investimentos produtivos — como construção de reservatórios, recuperação de pastagens e aquisição de matrizes — quanto para custeio de insumos, como sementes, ração e adubos.
O ministro Valdez Góes destacou que o programa busca fortalecer o papel do pequeno produtor na economia regional. “O dinheiro tem que circular e chegar às mãos das pessoas. O pequeno precisa ser apoiado e incluído no processo de desenvolvimento”, afirmou durante o lançamento em Brasília.
Como acessar o AgroAmigo
Para solicitar o crédito, o interessado deve baixar o aplicativo Conquista+, abrir uma conta e acionar um agente de crédito credenciado, que acompanhará todo o processo. O prazo para liberação é de até 30 dias, desde que a documentação esteja correta. Entre os documentos exigidos estão o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), CPF, RG e comprovante de endereço.
O recurso não é entregue em espécie: o pagamento é feito diretamente ao fornecedor indicado no orçamento, garantindo que o valor seja aplicado na atividade produtiva.
Com a ampliação, o AgroAmigo deve multiplicar por seis o volume de operações realizadas desde o lançamento, em dezembro de 2024, quando já foram liberados R$ 150,7 milhões em 12,8 mil contratos. Os estados que mais demandam recursos até agora são Pará, Acre e Amazonas.
Fonte: Agência Brasil