Paraná reforça vigilância contra gripe aviária mesmo sem casos em granjas comerciais

Estado mantém protocolos rígidos e destaca estrutura robusta de controle sanitário para proteger a avicultura paranaense

Apesar da confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o Paraná segue sem registros da doença em seu território. Para prevenir qualquer ocorrência, o Governo do Estado reforçou os protocolos de biosseguridade e mantém ativa uma rede de vigilância em aves silvestres, estabelecimentos comerciais e de subsistência.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) destacou que o sistema de controle estadual conta com 131 escritórios locais, 33 postos nas divisas, parcerias com prefeituras e sindicatos rurais em todos os 399 municípios paranaenses. Além disso, há capacitação contínua dos servidores e diálogo constante com produtores. O Estado também mantém decreto de emergência zoossanitária para intensificar a vigilância.

“Temos um sistema robusto, forte, e que nos dá a certeza de que não teremos casos no Paraná”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Marcio Nunes, durante a ExpoIngá. Segundo ele, protocolos modernos de exportação com países como Japão e Arábia Saudita consideram suspensões localizadas apenas em regiões com foco da doença, reduzindo impactos econômicos.

O Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, com mais de 2 bilhões de aves abatidas em 2024 e mais de US$ 4 bilhões em exportações. Diante da importância do setor para a economia, o Estado intensificou medidas de controle como barreiras sanitárias, desinfecção de veículos, restrição de visitas às granjas e monitoramento contínuo de sinais respiratórios nas aves.

A Adapar também monitora o fluxo de aves migratórias no Litoral, em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A atenção está voltada principalmente a propriedades com aves para subsistência, onde o risco de introdução do vírus pode ser maior.

Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, reforça que a estrutura já existente permite resposta rápida. “O que precisamos agora é aplicar com rigor os procedimentos já estabelecidos. A avicultura paranaense está entre as mais bem preparadas do mundo em biosseguridade”, disse.

A Adapar também esclarece que o consumo de carne de frango e ovos é seguro, desde que os produtos sejam provenientes de estabelecimentos inspecionados.

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Fonte: Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) | Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)