Veículo do parlamentar foi atingido por 11 disparos; Polícia investiga autoria e motivação do crime
O deputado federal Sargento Portugal (Podemos) afirmou ter sido alvo de um ataque a tiros nesta quinta-feira (17), na Avenida Antares, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. O carro em que estava foi atingido por ao menos 11 disparos. No total, segundo testemunhas, criminosos efetuaram mais de 30 tiros contra o veículo, que é blindado.
Em uma publicação nas redes sociais, o deputado classificou o atentado como uma tentativa de silenciamento. “A tentativa de intimidação foi clara. Atacaram meu carro. Mais uma vez, tentaram tirar minha vida. Esse é o preço que se paga por lutar por vocês, por rasgar o verbo. Querem calar a minha voz”, escreveu Portugal.
De acordo com o advogado e policial militar licenciado Fábio Tobias, que acompanhava o parlamentar, o ataque teria sido feito por traficantes locais. Portugal estava na região para participar da inauguração de um projeto social quando o atentado aconteceu.
Polícia investiga ataque armado a parlamentar
A Polícia Militar informou que foi acionada na manhã de quinta-feira após relatos de tiros em Antares. “De acordo com informações colhidas no local, um veículo foi alvo de disparos. O veículo é blindado”, informou a corporação, sem registrar feridos.
Já a Polícia Civil, por meio da 36ª Delegacia de Polícia (Santa Cruz), informou que as investigações foram iniciadas imediatamente. “Agentes iniciaram diligências para apurar as circunstâncias do ocorrido e identificar a autoria do crime”, declarou em nota oficial.
Podemos cobra apuração rigorosa
O partido Podemos, legenda do deputado Sargento Portugal, também se manifestou oficialmente. A nota é assinada pela presidente nacional Renata Abreu e pelo presidente municipal Marcos Dias. “Repudiamos esse ato covarde contra um parlamentar no exercício do seu mandato. A democracia não pode conviver com a intimidação violenta de seus representantes. Cobramos das autoridades rigor nas investigações e a devida punição aos responsáveis”, diz o comunicado.
O caso reacende o debate sobre a segurança de agentes públicos e a atuação do crime organizado em áreas vulneráveis do Rio de Janeiro, onde episódios semelhantes já ocorreram com outras lideranças políticas e comunitárias.
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Fonte: Agência Brasil (17/04/2025)