Venda de dados de íris para IA: riscos para segurança digital

Especialistas alertam sobre fraudes e vazamentos com biometria ocular

A comercialização de dados biométricos, como a íris, para empresas de Inteligência Artificial (IA) tem gerado preocupação com a segurança digital e a privacidade. No Brasil, cerca de 500 mil pessoas tiveram sua íris escaneada em troca de criptomoedas por meio do projeto Worldcoin, suspenso pelo governo devido a questões regulatórias.

A coleta e o armazenamento desses dados representam um risco elevado, pois, ao contrário de senhas, a íris é imutável e, se comprometida, pode ser explorada por cibercriminosos. Segundo Evandro Ribeiro, Head de Segurança da Informação do Grupo Avivatec, empresas que lidam com biometria devem investir em protocolos avançados, como criptografia de ponta a ponta e monitoramento contínuo, para evitar vazamentos e fraudes de identidade.

Além dos desafios técnicos, especialistas ressaltam a necessidade de regulamentação para garantir o uso ético e seguro da biometria. Vinicius Gallafrio, CEO da MadeinWeb, destaca que tecnologias como IA para detecção de fraudes e modelos de “zero trust” são essenciais para equilibrar segurança e experiência do usuário.

Diante desses riscos, é fundamental que empresas e órgãos reguladores adotem medidas rigorosas para proteger os dados biométricos e evitar violações de privacidade, garantindo transparência e confiança na inovação digital.