São Paulo supera 58 mil casos de dengue e soma 42 mortes

Estado registra 58.683 casos da doença em 2026 e ainda investiga outras 30 mortes; Taubaté concentra o maior número de óbitos confirmados.

O estado de São Paulo já contabiliza 58.683 casos de dengue desde o início de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde. Até este domingo (6), foram confirmadas 42 mortes pela doença, enquanto outros 30 óbitos permanecem sob investigação.

Os números reforçam o alerta das autoridades de saúde para a circulação do vírus e para a necessidade de combater os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

De acordo com informações publicadas pela Agência Brasil neste domingo (6), dos casos confirmados no estado, 57.402 foram classificados como dengue, 1.180 apresentaram sinais de alarme e 101 evoluíram para dengue grave.

Dengue com sinais de alarme exige atenção

Os casos considerados de dengue com sinais de alarme podem apresentar sintomas como vômitos persistentes, dor abdominal e sangramento de mucosas.

Já a dengue grave pode provocar complicações como choque, desconforto respiratório, hemorragias importantes e comprometimento severo de órgãos. Diante de sinais de agravamento, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.

Além das confirmações, mais de 297 mil casos suspeitos de dengue já foram descartados em São Paulo. Outros 7.256 permanecem em análise, com avaliação realizada por exames ou critérios clínicos e epidemiológicos.

Taubaté registra maior número de mortes

Taubaté aparece como o município paulista com o maior número de mortes relacionadas à dengue.

Segundo os dados apresentados, morreram na cidade sete pacientes com idades entre 10 e 79 anos, além de quatro pessoas com mais de 80 anos.

Estado reforça medidas contra a dengue

Questionada pela Agência Brasil sobre as ações adotadas para controlar a doença, a Secretaria de Estado da Saúde informou que mantém acompanhamento permanente do cenário epidemiológico.

A atenção é intensificada principalmente entre outubro e maio, período em que as condições climáticas favorecem a reprodução do Aedes aegypti e, consequentemente, aumentam o risco de transmissão das arboviroses.

A secretaria também destacou o lançamento, em agosto, do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño. A estratégia prevê adaptações nas ações de saúde diante da possibilidade de crescimento dos casos de dengue.

Entre as medidas estão a identificação das regiões consideradas prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o apoio aos municípios para organização da vigilância epidemiológica e da rede de atendimento.

Estoques e capacidade de atendimento são monitorados

Segundo a Secretaria da Saúde, os estoques de medicamentos e outros insumos utilizados no atendimento aos pacientes são verificados continuamente. Os municípios também são orientados a manter atualizados seus planos locais de contingência.

A pasta informou ainda que a capacidade de atendimento poderá ser ampliada temporariamente conforme a evolução do número de casos.

Em nota encaminhada à Agência Brasil, a secretaria afirmou que, desde 2024, o Governo de São Paulo repassou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios paulistas, por meio do IGM SUS Paulista, com o objetivo de fortalecer a Atenção Primária.

O enfrentamento das arboviroses urbanas, entre elas a dengue, integra os critérios considerados pelo programa para a distribuição dos recursos.

Como ajudar no combate ao Aedes aegypti

A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água parada. Recipientes, vasos, calhas, caixas-d’água, pneus e outros objetos devem ser verificados regularmente.

A participação da população é considerada fundamental para reduzir a proliferação do mosquito e evitar novos casos da doença.

Fonte: Agência Brasil