Nova regra da ANS entra em vigor em 1º de outubro e garante o exame, mediante indicação médica, para pessoas de qualquer idade e gênero
A partir de 1º de outubro de 2026, os planos de saúde serão obrigados a oferecer cobertura para mamografia digital sem restrição de idade, sempre que houver indicação médica. Atualmente, a cobertura obrigatória do exame é prevista para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.
A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no dia 3 de setembro e anunciada nesta quinta-feira (10). A medida amplia o acesso a um dos principais exames utilizados na detecção precoce do câncer de mama.
Mamografia digital terá cobertura ampliada
A mamografia digital é uma versão mais moderna do exame convencional e permite identificar alterações nas mamas antes mesmo que elas possam ser percebidas por meio do toque.
Entre as vantagens da tecnologia estão o menor tempo de compressão da mama, menor exposição à radiação e o armazenamento das imagens em formato digital. Esse recurso também facilita a comparação de exames anteriores e a avaliação das imagens por diferentes especialistas.
Segundo a ANS, a ampliação da cobertura também ocorre às vésperas do Outubro Rosa, campanha destinada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Cobertura valerá para pessoas de todas as idades
Com a nova determinação, deixa de existir uma faixa etária específica para a cobertura obrigatória da mamografia digital. O requisito será a existência de indicação médica para realização do exame.
A resolução utiliza a expressão “todas as pessoas”, o que significa que a cobertura não ficará limitada exclusivamente às mulheres. Pessoas de outros gêneros que apresentem indicação clínica também poderão ter acesso ao exame pelos planos de saúde.
A proposta de ampliação partiu da própria ANS e foi discutida na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).
Durante a análise, a maioria dos integrantes da comissão considerou que a mamografia digital já está consolidada como padrão do cuidado oncológico. O entendimento foi de que manter a restrição entre 40 e 69 anos poderia atrasar o acesso ao diagnóstico em determinadas situações.
Diagnóstico precoce aumenta chances de tratamento
O câncer de mama permanece entre os principais desafios da saúde pública brasileira. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima aproximadamente 73.610 novos casos da doença por ano no Brasil.
A identificação precoce de alterações pode aumentar as possibilidades de tratamento e, em determinadas situações, reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.
Por isso, especialistas e autoridades de saúde reforçam a importância da avaliação médica individualizada. A necessidade e a periodicidade da mamografia devem considerar fatores como idade, histórico familiar, sintomas e risco individual.
Com a mudança determinada pela ANS, pacientes que tiverem indicação médica poderão solicitar a mamografia digital ao plano de saúde independentemente da idade a partir de outubro.
Fonte: Agência Brasil.