Campanha mobilizou Rede de Proteção, empresas e entidades, além de promover ações de conscientização sobre violência doméstica e canais de apoio
Cianorte encerrou agosto com uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A programação do Agosto Lilás reuniu capacitações para profissionais da Rede de Proteção, atividades em empresas e entidades e uma intervenção pública para chamar a atenção sobre o ciclo da violência.
As iniciativas foram coordenadas pela Secretaria Municipal para Mulheres, Crianças, Adolescentes e Pessoas Idosas. Segundo a Prefeitura de Cianorte, a proposta foi ampliar a conscientização e fortalecer a atuação integrada dos órgãos responsáveis pelo atendimento e proteção das vítimas.
Rede de Proteção recebe capacitação
Entre as atividades realizadas durante o Agosto Lilás, a Subseção da OAB Cianorte recebeu, em 18 de agosto, a palestra “Polícia Científica: Atuação e Contribuições para a Rede de Proteção”.
O encontro foi conduzido pelo perito criminal Luciano Gardano Elias Bucharles e apresentou procedimentos técnico-científicos relacionados à produção de provas e à garantia de direitos das vítimas.
No dia 27 de agosto, a OAB também sediou o seminário “Da compreensão à proteção: violência de gênero, acolhimento e atuação integrada da Rede de Proteção”.
A abertura contou com a chefe da Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Paraná, major QOEM PM Carolina Pauleto Ferraz Zancan. Ela abordou estratégias de prevenção e atendimento especializado às mulheres vítimas de violência.
Representantes de diferentes órgãos que integram o sistema municipal de garantia de direitos também participaram de uma mesa de diálogo. No período da tarde, o treinamento foi direcionado aos policiais em formação na Escola de Polícia.
Empresas e entidades entram na campanha
A campanha também chegou ao ambiente de trabalho por meio do programa Empresa que Acolhe. De acordo com a administração municipal, 146 trabalhadoras participaram de palestras e oficinas gratuitas.
Instituto Bom Jesus, Karícia, Hamburgão e Morena Rosa receberam as atividades e foram reconhecidos com selo e certificado relacionados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da Organização das Nações Unidas, que trata da igualdade de gênero.
Outra iniciativa, denominada Circuito Lilás, foi destinada a organizações da sociedade civil, ONGs e associações.
Os encontros ocorreram na UMFG, Rainha da Paz de Vidigal, APMI, Rainha da Paz de Cianorte, APMI de Vidigal e junto ao grupo de idosas do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do CRAS I. Ao todo, 110 pessoas foram atendidas, segundo a Prefeitura.
Intervenção alerta para ciclo da violência
Na Praça 26 de Julho, uma intervenção buscou chamar a atenção dos moradores para comportamentos recorrentes em relacionamentos abusivos.
Faixas instaladas no local apresentaram, inicialmente, mensagens enigmáticas que simulavam etapas do ciclo da violência. Posteriormente, a campanha revelou o alerta: “Ele pede desculpa, promete mudar e o ciclo se repete. Peça ajuda!”, acompanhado de informações sobre canais de apoio.
A iniciativa também repercutiu na imprensa local e nas redes sociais, ampliando o debate sobre agressões, arrependimento, repetição da violência e a importância de buscar ajuda.
Secretaria destaca atuação conjunta
A secretária municipal para Mulheres, Crianças, Adolescentes e Pessoas Idosas, Stephanie Mariane Freitas Piveta Azevedo, afirmou que a campanha buscou aproximar a discussão da realidade das pessoas e fortalecer quem atua diretamente no acolhimento às vítimas.
“O Agosto Lilás em Cianorte foi planejado para ir além da teoria e tocar a realidade das pessoas”, afirmou a secretária. Segundo ela, o objetivo das ações foi retirar a violência do silêncio e reforçar que a proteção da mulher depende da participação de toda a sociedade.
A secretária também destacou que a integração da Rede de Proteção contribui para mostrar às mulheres que existem caminhos para buscar segurança, acolhimento e garantia de direitos.
A violência contra a mulher deve ser denunciada e enfrentada com apoio da família, da comunidade e dos órgãos responsáveis pela proteção das vítimas. C
Fonte: Prefeitura de Cianorte / Secretaria Municipal de Comunicação Social