Memorando assinado com Argentina, Chile e Paraguai prevê mais voos, redução de barreiras e maior integração aérea na América do Sul.
O Brasil deu um novo passo nesta terça-feira (14) para ampliar a integração aérea entre os países da América do Sul. O governo brasileiro assinou, em Assunção, no Paraguai, o Memorando de Entendimento sobre o Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana, conhecido como Alas.
O documento também foi assinado por Argentina, Chile e Paraguai. A iniciativa estabelece as bases para a criação do chamado Céu Único Sul-Americano, um mercado regional com maior abertura para a prestação de serviços aéreos.
Acordo pode ampliar número de voos
A proposta busca facilitar a conexão entre cidades sul-americanas, respeitando as legislações e as regras regulatórias de cada país participante. Entre os principais objetivos estão o aumento da oferta de voos e a redução gradual de barreiras no setor aéreo.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o acordo também pretende modernizar as regras de acesso aos mercados de transporte aéreo. A expectativa é estimular novas rotas, fortalecer o turismo e facilitar viagens de passageiros dentro do continente.
Grupo terá 12 meses para apresentar propostas
Autoridades aeronáuticas dos países participantes formarão um grupo de trabalho para definir como o Céu Único Sul-Americano será implementado. O prazo estabelecido para a elaboração das primeiras propostas é de 12 meses.
A implantação deverá ocorrer de maneira gradual. O modelo seguirá experiências semelhantes adotadas em regiões como União Europeia, África e Oceania.
Uruguai deve aderir posteriormente
O Uruguai ainda não assinou o memorando, mas informou que pretende aderir à iniciativa posteriormente. Outros países sul-americanos também poderão participar das discussões sobre a integração aérea regional.
Ainda não foram divulgadas datas para o início de novas rotas ou possíveis mudanças nos preços das passagens. Essas definições dependerão das propostas elaboradas pelo grupo de trabalho e das negociações entre os governos.
Fonte: Agência Brasil.