Dólar fecha a R$ 5,22 e Ibovespa sobe com alívio externo

Mercado financeiro reage à expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto petróleo recua e investidores voltam a buscar ativos de risco

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de recuperação nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Com a perspectiva de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o dólar caiu para R$ 5,22 e a bolsa de valores subiu 1,6%, em um movimento de menor aversão ao risco no cenário internacional.

A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,22, com queda de 0,65%. Durante a tarde, chegou a tocar R$ 5,20 na mínima da sessão. No acumulado da semana, o dólar recua 1,68%. Em 2026, a desvalorização já soma 4,88%.

O alívio no câmbio foi impulsionado pela melhora no humor dos investidores diante da possibilidade de uma trégua no conflito envolvendo o Irã. Esse cenário favoreceu moedas de países emergentes, como o real, mesmo com o dólar apresentando desempenho misto no exterior.

Bolsa acompanha otimismo global

O Ibovespa também refletiu o ambiente mais favorável. O principal índice da B3 fechou aos 185.424 pontos, com avanço de 1,6%, depois de superar os 186 mil pontos na máxima do dia. O volume financeiro negociado somou R$ 27,6 bilhões.

Investidores seguem atentos aos desdobramentos das conversas diplomáticas no Oriente Médio. Mesmo sem uma definição concreta, o mercado tenta antecipar um possível cessar-fogo, o que sustenta o apetite por risco no curto prazo.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também encerrou em alta, reforçando o movimento global de busca por ativos mais arriscados.

Petróleo recua com expectativa de menor tensão

Os preços do petróleo caíram com força diante da leitura de que uma redução das tensões no Golfo Pérsico pode aliviar riscos para a oferta global de energia. O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 102,22, com recuo de 2,2%.

Ao longo do dia, a commodity chegou a cair até 7%, ficando abaixo de US$ 100. Depois, porém, a volatilidade fez os preços reagirem e voltarem a operar acima desse patamar.

Cenário ainda inspira cautela

Apesar da reação positiva dos mercados, o ambiente segue cercado de incertezas. O governo iraniano ainda avalia a proposta apresentada por Washington e considera parte das exigências excessiva, segundo declarações oficiais.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump afirmou haver avanços nas negociações, mas a Casa Branca também elevou o tom ao mencionar a possibilidade de intensificar ações militares caso não haja acordo. Esse contraste mantém os investidores em alerta.

A leitura predominante no mercado é que qualquer sinal de redução do risco geopolítico tende a beneficiar bolsas, moedas emergentes e ativos sensíveis ao comércio global. Ainda assim, novas declarações ou impasses nas negociações podem devolver volatilidade aos pregões.

Fonte: Agência Brasil.