Brasil Sorridente vai reforçar cuidado bucal em áreas remotas com novos consultórios móveis
O Ministério da Saúde anunciou que mais 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) serão entregues até março, somando 800 unidades desde o relançamento do programa Brasil Sorridente em 2025. A iniciativa busca ampliar o acesso à saúde bucal em comunidades de difícil acesso, como populações indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e assentamentos rurais.
A informação foi confirmada pelo coordenador-geral de Saúde Bucal do ministério, Edson Hilan Gomes de Lucena, durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, realizado no Expo Center Norte.
As UOMs funcionam como consultórios completos sobre rodas, com equipamentos para procedimentos como restaurações, extrações, aplicação de flúor, além de atendimentos especializados, como tratamento de canal e oferta de próteses dentárias.
“O Brasil Sorridente tem o dever de levar cuidados para toda a população brasileira”, reforçou Lucena.
Tecnologia e inovação no tratamento odontológico
Entre as novidades, o governo está testando a implementação do fluxo digital para próteses dentárias, que permite escanear a boca do paciente e imprimir a prótese com mais agilidade e precisão. O piloto está sendo realizado em Cavalcante (GO) e deve ser expandido com a doação de 500 kits digitais a municípios de todo o país.
Impacto social e histórico do programa
Criado em 2009 no segundo mandato do presidente Lula, o programa foi interrompido em 2015 e só foi retomado em agosto de 2025, com novos investimentos do Novo PAC Saúde. Um censo realizado pela UFRN em 267 municípios comprovou a eficácia das unidades móveis em ampliar o acesso da população aos serviços de odontologia.
Em Mâncio Lima (AC), por exemplo, a instalação de uma unidade em uma balsa permitiu o atendimento de comunidades ribeirinhas pelo rio. Segundo o professor Ângelo Roncalli, que coordenou o levantamento, em 75% das unidades ativas, gestores relataram que o acesso da população ao dentista só foi possível graças ao uso dos veículos móveis.
“Uma fala muito comum era que determinada comunidade jamais ia ver um dentista se não fosse por essas unidades móveis”, destacou o pesquisador.
Fontes: Agência Brasil,