Dados apontam queda histórica nas fatalidades, com projeção de recorde em 2025
Pela primeira vez desde 2002, Maringá completa dois meses consecutivos sem registrar nenhuma morte no trânsito. O marco, que compreende o período de agosto a outubro de 2025, representa um avanço histórico na segurança viária da cidade e reflete uma tendência contínua de redução nas fatalidades, segundo dados da Prefeitura.
A melhoria é resultado direto de uma política pública focada na preservação da vida, que envolve ações integradas de fiscalização, educação e planejamento urbano. Desde janeiro, a gestão municipal intensificou campanhas educativas, como as realizadas durante o ‘Mês da Mobilidade’, além de reforçar a presença da fiscalização nas vias e aplicar mudanças estratégicas, como a padronização do limite de velocidade no Contorno Sul.
Fiscalização rigorosa e ações educativas mostram resultado
O secretário de Segurança, Luiz Alves, atribui os bons números ao esforço conjunto entre secretarias. “Cada vida poupada é uma vitória coletiva. A fiscalização rigorosa e as ações educativas vêm mudando comportamentos e tornando o trânsito mais seguro”, afirmou. Segundo ele, veículos irregulares têm sido retirados de circulação, reduzindo riscos nas ruas.
Luciano Brito, secretário de Mobilidade Urbana, reforça que a mudança depende da adesão da população: “Com apoio da imprensa, conseguimos mobilizar a comunidade a respeitar mais as leis de trânsito e adotar uma postura consciente ao volante”.
Números indicam queda consistente nas mortes desde 1998
Comparando os anos recentes, a cidade registrou 32 mortes no trânsito em 2024. Em 2025, até o dia 13 de outubro, foram 23 óbitos. A média mensal atual é de 2,3 mortes, e a projeção para o ano aponta um total de 25 — o menor desde o início da série histórica em 1998.
Motociclistas ainda são os mais afetados, mas mortes diminuem
O levantamento aponta que motociclistas seguem como as principais vítimas, embora o número tenha caído de 15 em 2024 para 11 até outubro de 2025 — uma redução de 26,6%. Não houve mortes de motoristas de automóveis neste ano. Homens entre 20 e 39 anos representam a maioria dos casos fatais.
Contorno Sul deixa de ser ponto crítico após padronização da velocidade
A mudança no limite de velocidade para 60 km/h em toda a extensão do Contorno Sul, implantada em maio, também foi decisiva. A via, que registrou quatro mortes em 2024, teve apenas uma até outubro deste ano. “A uniformização da velocidade tornou o tráfego mais previsível e reduziu a letalidade”, avaliou Luiz Alves.
Compromisso com a vida continua
Apesar dos resultados positivos, a Prefeitura destaca que o trabalho continua. “Estamos focados em manter e ampliar esses resultados. Não podemos nos acomodar. Os números representam famílias e histórias interrompidas. Nosso dever é salvar vidas”, conclui o secretário.
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Fonte: Prefeitura de Maringá.